O técnico Paulo Autuori chegou a dizer que o caso é de polícia

Autuori, nos bastidores, tem sido o principal responsável pelo bom ano do Furacão. (Gustavo Oliveira/ Divulgação Atlético-PR)

Guilherme Moreira
11/10/2016
17:51
Curitiba (PR)

Na briga por uma vaga na Libertadores, o técnico Paulo Autuori recusou uma proposta do exterior para deixar o Atlético-PR. Desta vez, um clube da Ásia procurou o profissional, que preferiu ficar no time brasileiro.

O Al Hilal, da Arábia Saudita, chegou a oferecer um contrato ao comandante rubro-negro na semana passada, mas ouviu outra negativa de acordo com o site Goal.com. Neste ano, o São Paulo também chegou a ir atrás do treinador, que sequer quis iniciar as tratativas.

Fora do Brasil, Autuori já treinou várias equipes: Vitória de Guimarães, Nacional, Marítimo e Benfica (Portugal), Alianza Lima, Sporting Crystal e seleção (Peru), Kashima Antlers e Cerezo Osaka (Japão), além do Al-Rayyan e da seleção no Catar. 

Focado no projeto do time paranaense, o técnico atleticano fazia planos de terminar a carreira quando decidiu aceitar o convite rubro-negro - algo que ele mesmo admite acontecer já no fim desta temporada. Autuori acredita que seu futuro esteja fora do gramado e há a possibilidade de assumir um cargo diretivo dentro do departamento de futebol do Atlético-PR em 2017.

Durante toda a temporada, o comandante vem rasgando elogios à estrutura do CT do Caju e ao planejamento do Furacão, comparando o clube aos europeus. O presidente do Conselho Deliberativo, Mario Celso Petraglia, já declarou recentemente que "Autuori só sai do Atlético-PR se ele quiser".

Nos bastidores, o treinador é visto como o principal responsável pelo bom 2016 nos gramados. Contratado em fevereiro deste ano, após a demissão de Cristóvão Borges, Autuori conquistou o Campeonato Paranaense, foi vice da Primeira Liga e está firme na disputa pelo G-6 do Campeonato Brasileiro. O Furacão é o atual sexto colocado, com 45 pontos.

Além disso, ele tem conseguido equilibrar as saídas de atletas e variar bem o uso de jovens da categoria de base, algo que é valorizado pelo clube e pelo profissional. Na vitória contra a Chapecoense por 3 a 1, na última rodada, por exemplo, oito jogadores formados estiveram em campo - os três gols foram deles.