RADAR/LANCE!
03/11/2016
14:32
Rio de Janeiro (RJ)

A Chapecoense está fazendo história na Copa Sul-Americana. Na última quarta-feira, o Verdão deu um importante passo à final ao empatar em 1 a 1 com o San Lorenzo, fora de casa. Para a volta, no dia 23, a confiança estará em alta na Arena Condá.

Além de ter conquistado o coração de torcedores de outros clubes brasileiros, inclusive de tradição, a Chape tem sido chamada de "revelação do ano" pela imprensa do continente.

No entanto, uma equipe menos tradicional brilhar na América do Sul não é novidade por aqui. Para surfar a empolgante onda dos catarinenses, o LANCE! relembra outros clubes de menor expressão que também surpreenderam em torneios continentais. 

CRICIÚMA - LIBERTADORES DE 92

Quando o Brasil, assim como os outros países, possuía apenas duas vagas para a Libertadores, o Criciúma pintou como a grande surpresa, depois de ter conquistado a Copa do Brasil no ano anterior, sob o comando do então iniciante Felipão.

Com Levir Culpi, o Tigre chegou à segunda fase com moral, uma vez que liderou a chave, que ainda tinha o São Paulo de Telê Santana, que viria a ser o campeão da temporada.

Por falar no Tricolor, foi para os paulistas que os catarinenses caíram, nas quartas de final da competição. No fim, o Criciúma foi aplaudido de pé pelos mais de 21 mil torcedores que o apoiaram no Heriberto Hülse.

SAMPAIO CORRÊA - CONMEBOL DE 1998

Campeão da Copa Norte de 1998, o Sampaio Corrêa vivia ótima fase, porém não ao ponto de fazer com que especialistas o apontassem como um dos favoritos à Conmebol daquele ano. E foi o que aconteceu.

Aguerrida, a equipe do Maranhão fazia história no torneio, mas teve o sonho interrompido contra o Santos, campeão no fim das contas, já nas semifinais. O Peixe goleou diante de um Castelão com quase 100 mil pessoas.

CSA - CONMEBOL DE 1999

Tetracampeão alagoano na época, o CSA apresentou à América do Sul outro clube para se respeitar. A equipe nordestina só foi freada na final, quando viu o Talleres, da Argentina, reverter uma desvantagem e sagrar-se campeão.

O CSA ainda ofuscou o São Raimundo, clube que foi batido pelo próprio time de Maceió, já nas semifinais. Com a ida às finais, o CSA tem a honra de declarar que, até hoje, é o único clube do Nordeste a disputar uma decisão internacional.

SÃO CAETANO - LIBERTADORES DE 2002

Longe dos holofotes atualmente, o São Caetano viveu seu auge no início deste século. Pelo vice-campeonato do Brasileiro de 2001, o Azulão conquistou o direito de disputar a Libertadores de 2002. E foi além das expectativas.

Com Somália e Anaílson na frente, o time comandado por Jair Picerni foi encorpando e eliminando gigantes no mata-mata, como Peñarol e América-MEX. Se credenciou às finais, obteve vantagem para o jogo da volta, no Pacaembu, mas foi derrotado de virada para o Olimpia, do Paraguai.

GOIÁS - COPA SUL-AMERICANA DE 2010

Dentre todos os clubes já citados, talvez o Goiás seja o que mais tenha lamentado. Em 2010, a equipe esmeraldina teve adversários tradicionais pela frente. Nas oitavas, bateu o Peñarol e, em seguida, passou por dois brasileiros: Avaí e Palmeiras.

Na decisão, embalado pela ótima fase de Rafael Moura, que terminou a competição como artilheiro (oito gols), o Goiás ficou no quase diante do poderoso Independiente, que levantou o caneco após vencer nos pênaltis, no Avellaneda.

PONTE PRETA - COPA SUL-AMERICANA DE 2013

Treinado por Jorginho, a Ponte Preta esteve perto de conquistar seu primeiro título na história. Mas, para a frustração dos alvinegros de Campinas, apenas medalhas de prata foram vistas nas bagagens dos jogadores da Macaca, na volta da Argentina.

A Ponte chegou à decisão da Copa Sul-Americana após derrotar o rival São Paulo, nas semifinais. Ou seja, a confiança estava em alta para enfrentar o Lanús, principalmente pelos brasileiros já terem eliminado um time argentino, o Vélez Sársfield.

Após empatar na decisão, em casa, a Ponte Preta foi derrotada em Buenos Aires, por 2 a 0, adiando o sonho do clube de vibrar com uma conquista.