Romário - senador

Romário voltou a refutar acusações em texto publicado em rede social  (Foto: Geraldo Magela)

LANCE!
26/11/2015
17:12
São Paulo (SP)

Assunto que parecia ter morrido, a existência de uma suposta conta secreta de Romário em banco da Suíça voltou à tona no bojo das gravações que levaram à prisão, na Operação Lava-Jato, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), e o banqueiro André Esteves. Mais uma vez, o Baixinho senador foi contundente em suas negativas:

“Infelizmente, o dinheiro não é meu. Digo infelizmente porque, com certeza, se fosse meu, seria fruto de muito trabalho honesto”, escreveu em sua conta no facebook.

Em julho deste ano, a revista Veja publicou um extrato bancário que afirmava ser de uma conta secreta do ex-jogador em um banco da Suíça. Romário, que foi pessoalmente à sede do banco europeu para esclarecer a situação, conseguiu à época uma declaração formal da instituição atestando a falsidade do documento. A revista desmentiu, mas o senador do PSB do Rio abriu inclusive processos cível e criminal contra a editora Abril e os editores de Veja, por conta de danos morais e prejuízos causados à sua imagem.

Agora, na conversa gravada por um filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Ceveró, o advogado Edson Ribeiro, que defendia o executivo, afirma ao senador Delcídio que a conta de Romário realmente existia, mas que ele foi alertado e teria retirado o dinheiro a tempo de não ser preso. Por conta desse alerta prévio, o Baixinho teria feito inclusive um acordo com o prefeito Eduardo Paes para apoiar o candidato do PMDB à prefeitura do Rio, Pedro Paulo de Carvalho.


Na gravação, Delcídio e Ribeiro referiram-se ainda a um encontro do senador petista, agora preso em Brasília, com Romário, Paes, Pedro Paulo e o senador capixaba Ricardo Ferraço (PMDB), que seria uma comprovação da aproximação entre o ex-jogador e o prefeito carioca. Veja na íntegra a explicação de Romário publicada no Facebook:

"Galera, sobrou de novo para mim. Está brabo o negócio. Encontrei o senador Delcídio Amaral no dia 4 de novembro, quarta-feira, para tratar da votação de um Projeto de Resolução do Senado (PRS 50/2015), do senador José Serra, do qual fui coautor. Na ocasião, foi feito um pedido ao senador Delcídio Amaral, que preside a Comissão de Assuntos Econômicos, para agilizar a tramitação do projeto, que tinha o senador Ricardo Ferraço como relator.
Participaram da reunião o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o secretário de Governo, Pedro Paulo, e o senador Ricardo Ferraço. Todos diretamente interessados na aprovação dessa resolução, que propôs o fim de barreiras à cessão de dívida ativa de estados e municípios. Esse foi o teor da reunião.
Hoje chegou à imprensa o áudio de uma conversa do senador Delcídio Amaral e do seu chefe de gabinete com o advogado e o filho do investigado na Operação Lava Jato, ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
No áudio, meu nome é citado. E uma história diferente da relatada acima é contada. O advogado levanta suspeita sobre um assunto que já foi esclarecido por mim e pelas autoridades brasileiras e suíças. Aqueles que novamente fazem acusações inverídicas claro que responderão à Justiça. Qual a credibilidade do advogado de um bandido, corrupto e responsável por roubar uma das principais empresas do país?
Não é novidade para ninguém que o prefeito Eduardo Paes tem interesse que eu apoie o seu candidato à sucessão. Não sou responsável pelo que terceiros falam, apenas pelos meus atos. Assim sendo, deixo claro que não tenho nenhum acordo com ninguém e, infelizmente, o dinheiro não é meu. Digo infelizmente porque, com certeza, se fosse meu, seria fruto de muito trabalho honesto”