LANCE!
16/12/2016
18:51
Rio de Janeiro (RJ)

Combalidos pela falta de recursos financeiros, os clubes considerados pequenos têm sérias dificuldades para manter jogadores que ganham destaque e acabam se tornando alvos fáceis dos principais clubes.

Com o encerramento das competições na atual temporada, o mercado da bola fica pra lá de agitado. E o LANCE! aproveita para relembrar ao torcedor alguns atletas que nos últimos anos se destacaram por times pequenos nos Estaduais, chamaram atenção de grandes clubes e depois acabaram tendo destaque neles.

Sidão
Na semifinal do Paulistão de 2016, Sidão defendeu duas cobranças de pênaltis do Corinthians e ajudou o Osasco Audax a conquistar a inédita vaga na decisão. Com a equipe, ele foi vice-campeão paulista. Suas boas atuações no Paulistão despertaram o interesse de vários clubes, como São Paulo e Botafogo. Em maio de 2016, Sidão chegou por empréstimo ao Rio de Janeiro para ser o terceiro goleiro do Botafogo, já que o titular, Jefferson, passaria por uma cirurgia. Assumiu a titularidade da equipe em junho, e desde então não perdeu mais essa condição. Acertou recentemente sua transferência para o São Paulo.

Tchê Tchê
Revelado pelo Audax, Tchê Tchê foi titular em todas as partidas do Paulistão de 2016 e marcou um gol importante contra o Corinthians, na semifinal, levando o time para a decisão. Após ser vice-campeão paulista pelo, foi eleito o melhor meia e a revelação do torneio estadual. Tchê Tchê, que já havia assinado um pré-contrato com o Palmeiras durante o Paulistão, se apresentou ao clube e assinou o contrato definitivo válido por três anos. Estreou pelo clube logo na primeira rodada do Brasileirão como titular na vitória por 4 a 0 sobre o Atlético-PR. Logo após o início da competição, Tchê Tchê se tornou peça fundamental no elenco do Palmeiras, comandado por Cuca, por conta de sua velocidade e rapidez em campo, além se sua versatilidade, jogando em diversas posições.

Gil
Um dos melhores zagueiros atuando no futebol brasileiro atualmente, chegou ao Americano de Campos, time de sua cidade natal, aos 17 anos. Destacou-se na base e rapidamente foi alçado ao profissional. Aos 20, foi transferido para o Atlético-GO, onde chamou a atenção de clubes ainda maiores. Do Cruzeiro à França e, dela, ao Corinthians e à Seleção.

Leonardo Silva
Revelado na base do America-RJ, fez sua estreia no time principal em 1997, e por lá ficou até 2001, quando era conhecido como Leo Agulha. Do clube carioca, foi para o Brasiliense. Desde então, passou por diversos times, como Palmeiras e Cruzeiro, até chegar ao Atlético-MG, em 2011. No clube alvinegro, conquistou a Libertadores, ganhou respeito e é o atual capitão.

Maicon
O jogador é cria da base do Madureira. Destacou-se no Carioca de 2003 e passou a buscar oportunidades em clubes como Botafogo e Fluminense. Após passagem pelo futebol alemão, retornou ao Brasil para atuar no Figueirense em 2010. Teve boas atuações no clube catarinense e, em 2012, foi contratado pelo São Paulo. Sentindo-se perseguido pela torcida tricolor, pediu para ser transferido e foi parar no Tricolor gaúcho.

Paulão 
O baiano Paulão, atualmente no Internacional, começou sua carreira no modesto Serra Macaense, time da Cidade do Petróleo com orçamento bem mais modesto que o seu rival Macaé Esporte. O zagueiro começou a ganhar projeção após se destacar pelo ASA de Arapiraca em 2009. Passou por Barueri, Grêmio, futebol chinês e Cruzeiro antes de vestir a camisa do Colorado.

André Lima 
Durante anos se dividiu entre treinos de futsal e de futebol de campo na base do Madureira, mesmo após já ter estreado profissionalmente pelo Tricolor suburbano com apenas 17 anos. Em 2004, ainda muito novo, foi para o Vasco. A pedido de Eurico, largou o futsal. Passou a ser perseguido pela torcida vascaína após comemorar efusivamente um gol quando o time estava sendo goleado pelo Palmeiras. Saindo do Vasco, passou por diversos clubes e atualmente se encontra no Avaí, que retorna ao Brasileirão.

Dedé
Em 2009, já nos profissionais do Volta Redonda, fez um excelente Campeonato Carioca e chamou a atenção do Vasco, que o contratou para a disputa da Série B do mesmo ano. Na equipe de São Januário, ganhou seu primeiro título como profissional: a Série B de 2009, apesar de não ter recebido muitas chances no time principal. Em 2010, quando sua dispensa era dada como certa, Dedé se destacou em um jogo contra o Vitória, por isso teve seu contrato, que acabaria em um mês, renovado até o final do ano. A partir desse jogo, Dedé virou titular absoluto da equipe carioca, sendo ovacionado pela torcida em quase todos os jogos do clube. Em dezembro daquele ano, Dedé ganhou o Prêmio Craque do Brasileirão 2010 como melhor zagueiro pelo lado direito. No ano seguinte, após mais excelentes atuações, conquistou o prêmio de melhor zagueiro do Carioca de 2011. Escreveu seu nome na história do Vasco com a conquista da Copa do Brasil do mesmo ano, sendo um dos jogadores mais importantes da campanha vitoriosa da equipe e se tornando, de vez, ídolo do clube. No dia 9 de novembro de 2011, Dedé completou a marca de 100 jogos pelo Vasco, no jogo contra o Universitário, do Peru, ao qual o Vasco venceu por 5 a 2. Dedé marcou dois gols e deu uma assistência, sendo considerado o melhor em campo. O “mito”, hoje, defende as cores do Cruzeiro.

Hernane
Após a vice-artilharia do Campeonato Paulista de 2012 pelo Mogi-Mirim, que sagrou-se campeão do interior daquele ano, Hernane foi contratado pelo Flamengo em maio de 2012. Estreou em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, enfrentando o Coritiba; Hernane entrou no segundo tempo no lugar de Diego Maurício e marcou seu primeiro gol com a camisa rubro-negra e se encantou com a torcida. Começou a temporada 2013 de pé direito: em 19 de janeiro, na estreia flamenguista no Carioca, o atacante marcou os dois gols da vitória rubro-negra diante do Quissamã, assumindo o papel do camisa 9. Hernane reclamou por ter o apelido de Chicharito Hernane, por ser goleador igual o jogador do Manchester United, Chicharito, e disse preferir que o chamem de Brocador. Pelo Flamengo, conquistou a Copa do Brasil de 2013, a Taça Guanabara e o Carioca de 2014 e o Torneio Super Clássicos nas edições de 2013 e 2014.

Edinho 
Chegou ao Barreira (atual Boavista) com 15 anos. O técnico Antônio Carlos Roy sempre o considerou acima da média e o puxou para o time principal, aos 16. O volante iniciou então sua carreira profissional, que teve como ápice a passagem pelo Internacional. Depois defendeu as cores do Grêmio.