Reinaldo Carneiro Bastos

Reinaldo Carneiro Bastos é o atual presidente da FPF (Foto: RODRIGO CORSI/ FPF)

Yago Rudá
13/03/2018
15:44
São Paulo (SP)

Derrotado em seu projeto de ser candidato para a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por conta da falta de votos das federações estaduais, Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), falou sobre a necessidade de mudança no comando do futebol brasileiro e cravou: 'o (Marco Polo) Del Nero acabou'.

- O Coronel Nunes é o atual presidente e depois vai ser o Rogério (Caboclo). O Del Nero acabou. Vamos ficar muito atentos à gestão. Tem clube e tem federação que querem fazer algo diferente. É preciso estar atento para cobrar – afirmou o cartola, demonstrando que deve ser oposição no mandato do próximo presidente da Confederação.

Para viabilizar a candidatura, é necessário o apoio de,  no mínimo de oito federações e cinco clubes da Série A do Brasileirão. Aliado de Del Nero na CBF, Rogério Caboclo coletou a assinatura de, pelo menos, 20 das 27 federações existentes e, com isso, garantiu sua candidatura única ao cargo. As eleições acontecem em abril deste ano.

Embora não tenha sido possível concorrer ao cargo máximo da CBF, Reinaldo Carneiro fez um balanço positivo sobre as conversas que teve com representantes de outras federações e os clubes espalhados pelo país. O cartola ainda disse que há um movimento para que haja a mudança, mas que sozinho não vai conseguir mudar a estrutura de poder na entidade que comanda o futebol brasileiro.

- Foi uma experiência única, uma experiência diferente. Apesar de não conseguirmos esse grupo de clubes e federações envolvidas, não conseguimos viabilizar a candidatura, mas foi um momento de conhecer mais. Foi um aprendizado. E fica claro o seguinte: uma andorinha só não faz verão. Para transformações, para mudanças, para fazer diferente há de ter uma união muito maior, não só de federações, mas também de clubes. Precisa haver uma participação efetiva dos envolvidos. Não precisar ser o Reinaldo, não. Precisa ser um grupo de pessoas dispostas a propor algo - concluiu Reinaldo Carneiro.