Joinville x Vasco (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Joinville x Vasco (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Igor Siqueira
23/11/2015
10:00
Rio de Janeiro (RJ)

Esqueça as cenas lamentáveis de violência, a surra de 5 a 1. Para o torcedor do Vasco, a passagem da vez pela Arena Joinville não deixou um sentimento de desespero, como em 2013, mas sim de esperança para os dois jogos que o Gigante da Colina ainda tem pela frente no Brasileirão-2015.

Pelo que mostrou o time – principalmente no primeiro tempo –, e os resultados da rodada, a contagem regressiva é para que a fuga da degola seja muito comemorada no Couto Pereira, dia 6 de dezembro.

A tarefa não será simples, obviamente, mas se Nenê repetir o desempenho da etapa inicial, sonhar com os pontos necessários não é algo absurdo. Digna de aplausos a atuação do camisa 10 vascaíno, que ontem foi capitão, como referência no ataque, atuando centralizando, enquanto Riascos e Jorge Henrique não mediam esforços no apoio e na marcação pelos lados.

O primeiro tempo foi de uma tranquilidade só para o Vasco, que estava com a engrenagem encaixada. O sufoco veio justamente quando uma peça teve problema médico. A lesão de Madson desequilibrou taticamente a equipe. Os remendos de Jorginho deixaram o time mais exposto, suscetível à pressão do Joinville. Os espaços pela direita, já que o improviso de Serginho foi a solução, foram seguidos. Ao mesmo tempo, o meio ficou frouxo. Acabou que o gol sofrido ainda teve falha de Martin Silva.

Cansado, o Vasco passou sufoco, não conseguiu encaixar contra-ataques e viu o naufrágio de perto. Mas há sobrevida, há esperança. Quando a fase é boa, até o árbitro entra na frente para bloquear chute adversário, como foi ontem.

A próxima missão é em casa, contra o Santos, que estará com atenções divididas entre Brasileiro e Copa do Brasil. Hora de fazer com que São Januário, assim como foi a Arena Joinville, mantenha a chama da esperança acesa.