Jefferson (Botafogo), Guerrero (Flamengo), Diego Souza (Fluminense) e Nenê (Vasco)

Jefferson (Botafogo), Guerrero (Flamengo), Diego Souza (Fluminense) e Nenê (Vasco)

Bernardo Cruz
25/01/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

mais uma temporada do futebol brasileiro está prestes a começar e, novamente, o torcedor carioca inicia o ano sem saber se terá motivos para celebrar. Afinal, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco estão envolvidos em uma dúvida: o planejamento traçado pelo quarteto dará certo?

No quesito contratação, o Fluminense foi quem mais se destacou. Afinal, os nomes mais impactantes que movimentaram o mercado carioca vieram para as Laranjeiras (Diego Souza, Henrique e, quem sabe, Wellington Nem). Contudo, as atuações na Florida Cup não empolgaram. Resta ver se o elenco dará caldo e Eduardo Baptista terá tranquilidade para fazer o time evoluir.

Situação parecida vive o Flamengo. Também contratou jogador com cartaz, como Juan, apostas como Rodinei e os gringos Mancuello e Cuéllar. No entanto, os dois primeiros testes do ano (Ceará e Santa Cruz) deixaram os rubro-negros preocupados. Se do meio para frente tem tudo para ter um bom aproveitamento, a defesa segue tirando a paciência do torcedor. Haja trabalho, Muricy!


O Botafogo é que parece ser o caso mais grave. Não bastassem as dificuldades financeiras, o clube perdeu as peças-chave do título da Série B (exceções são Neilton e Renan Fonseca). Lizio, argentino naturalizado boliviano, surge como a principal esperança alvinegra entre os reforços. O resultado do primeiro amistoso do ano (derrota para a Desportiva-ES), foi lastimável, Jefferson reconheceu. O cenário inicial serve de alerta para não repetir o roteiro de “gangorra” do Vasco em 2015.

A propósito, o Cruz-Maltino é quem tem o panorama inicial mais “animador”. Não tem um time brilhante, mas manteve a base (e o técnico Jorginho) que quase livrou o clube do rebaixamento. Nenê ficou. Porém, nem tudo é alegria. Camisa 9 é artigo raro na Colina e falta um teste mais convincente para quem contratou apenas dois jogadores.

Como se vê, a previsão é de dias nebulosos no futebol carioca.