Marquinhos - Figueirense

                         Marquinhos já soma 93 jogos com a camisa do Figueirense (Foto: Luiz Henrique/Figueirense)

Luiz Signor
12/06/2016
12:53
Florianópolis (SC)

Um dos trunfos do Figueirense para o duelo de logo mais, às 16h, contra o Flamengo, no Orlando Scarpelli e válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, é o zagueiro Marquinhos. Um dos líderes do elenco, o experiente defensor de 33 anos é um dos jogadores mais identificados com o clube e sabe da importância de uma vitória contra o Rubro-Negro. Vitória que pode ser conquistada exatamente no dia em que o Figueira celebra 95 anos de história. Acompanhe o jogo em tempo real no site do LANCE!.

Marquinhos está em seu terceiro ano de Figueirense. Chegou no início de 2014, após passar por Botafogo-SP, Guaratinguetá e Comercial em seu retorno ao Brasil, já que foram quatro temporadas no futebol turco. Veio para ser opção no elenco, ganhou a titularidade e passou a ser uma das referências do elenco. Ainda mais após as saídas de Alex Muralha, adversário deste domingo, e Thiago Heleno.

– É o meu terceiro ano no clube. Antes de ir para a Turquia (passou por Caykur Rizespor e Basaksehir entre 2007e 2011), defendi Corinthians e Atlético-MG na Série A. Quando voltei da Europa tive que dar um passo atrás para um recomeço, tive que ter essa humildade. Fiz dois bons anos pelo Guaratinguetá e trabalhei fortemente em busca de uma nova oportunidade em um clube de elite. E ela veio – destacou Marquinhos, ao LANCE!, antes de completar:

– Cheguei aqui para compor o elenco, trabalhei muito e virei titular. Fui campeão catarinense logo no primeiro ano, conquistamos o Estadual novamente o ano passado, mesmo com aquela briga (impasse judicial no STJD) toda. E ajudei na permanência do clube na elite.

Marquinhos - Figueirense
Marquinhos diante do São Paulo, quando retornou ao time (Foto: Luiz                                              Henrique/Figueirense)

Após se recuperar de uma lesão que o afastou por mais de dois meses do time, Marquinhos vai para seu terceiro jogo consecutivo. Sua missão é seguir retribuindo o Figueirense, clube que lhe proporcionou nova chance de atuar na elite do Brasileirão.

– Posso dizer que são mais de dois anos muito bons. Tenho um carinho grande pelo clube. A torcida sente um carinho grande por mim também. Minha família é muito bem tratada e brinco que eles já viraram "manezinhos" da Ilha. Vou seguir trabalhando muito para seguir correspondendo no clube, para ficar marcado com títulos no clube. É o clube que está me dando a oportunidade de jogar uma Série A – disse o zagueiro.

Marquinhos era o capitão do Figueirense até se lesionar. O posto passou para o atacante Rafael Moura e, com o retorno do zagueiro ao time, o Furacão catarinense passou a contar com dois capitães.

– Passei a ser capitão quando o Argel (Fucks, hoje treinador do Internacional) estava aqui. Mas o que mudou foi o fato de passar a ter a faixa no braço. Sempre fui de cobrar, orientar os companheiros dentro de campo, conversar com os mais jovens também. O fato de o Rafael ter ficado com a faixa durante a minha lesão e permanecido (com ela) não mudou nada. Continuo igual, falando muito e xingando quando tem que xingar. Sigo igual. O Rafael também é experiente, um líder – destacou Marquinhos.

REAÇÃO NO BRASILEIRO É A META DO FIGUEIRA DE MARQUINHOS

A temporada do Figueirense não vem sendo a esperada pela torcida. Então bicampeão catarinense, o Alvinegro deixou a desejar no Estadual deste ano. Campanha ruim no primeiro turno e razoável no returno. Já no Brasileirão, o time soma apenas uma vitória e está muito próximo da zona de rebaixamento.
A pressão existe e o técnico Vinícius Eutrópio corre risco de demissão. Uma vitória contra o Flamengo amenizará o momento instável do time, que busca reconquistar o torcedor.

América MG x Figueirense
           Figueira vem de derrota para o América Mineiro (Foto: Dudu                                        Macedo/Fotoarena/Lancepress!)


E para ter a oportunidade de vencer o Flamengo, o Figueirense precisará ser mais eficaz como mandante. O time ainda está invicto no Orlando Scarpelli, mas venceu apenas um dos três jogos feitos diante do seu torcedor. No Catarinense, o desempenho foi ruim. Somente quatro vitórias em nove jogos.

– Todos os jogadores que chegam ao clube falam como era difícil jogar aqui (Scarpelli). Já empatamos duas vezes como mandantes. O fator casa faz a diferença no Brasileiro. Nós perdemos um pouco do ímpeto que tínhamos no Scarpelli no Estadual, não conseguimos ir bem. Precisamos fazer diferente, para o time voltar a ser forte aqui. Isso chama o torcedor para o nosso lado também – disse o defensor alvinegro, para completar:

– Fizemos um bom primeiro tempo contra o São Paulo, na nossa primeira vitória. Tem que ser assim sempre. Se não for na técnica, tem que ser na garra. Precisamos pressionar o adversário em casa. É uma marca que sempre foi do Figueirense. Cada jogo é uma história, mas cabe ao nosso time encontrar a melhor maneira de vencer sempre.

A outra missão do elenco alvinegro é encontrar a regularidade necessária dentro do Brasileirão para uma campanha sem risco de rebaixamento é que faça o time ocupar a parte de cima da tabela. Missão que resultou em uma reunião nesta semana. Apenas os atletas participaram.

– Essas conversas são muito importantes. Muitos jogadores chegaram para a temporada e, quando tem a comissão ou a diretoria, elas ficam receosos, não se expressa como poderiam. Estamos conversando desde o início do campeonato sobre a necessidade de uma regularidade. É apenas a sétima rodada, mas não podemos faze um bom jogo como foi diante do São Paulo e, depois, não ir bem, como contra o América-MG. É Série A e Série A não dá chance para times que não são regulares. Foi uma conversa boa. Ouvimos jogadores que não costumam falar muito e nos unimos mais – completou Marquinhos.

A reação do Figueirense de Marquinhos pode começar neste domingo. É o que a torcida e os próprios atletas esperam.