(foto: Rodrigo Corsi/FPF)

Diniz evitou pensar no vice e preferiu focar na boa campanha feita pelo Osasco Audax (foto: Rodrigo Corsi/FPF)

Fábio Suzuki e Olga Bagatini
10/05/2016
07:00
São Paulo (SP)

Constantemente questionado sobre se sua filosofia de jogo daria certo em uma grande equipe, Fernando Diniz resolveu inverter a pergunta. Durante a festa de encerramento do Campeonato Paulista 2016, na qual foi eleito o melhor treinador da competição, Diniz disse que não vê motivos pelos quais o esquema tático que levou o Audax à final não funcionaria em um time com mais estrutura e uma folha salarial mais graúda. 

— A pergunta a se fazer é: por que não daria certo em time grande? É uma coisa que naturalmente funcionaria. As condições de trabalho são melhores. Existe pressão, mas quem não quer ver o time jogar bem e ser competitivo? — perguntou o treinador do Audax aos jornalistas. 

Diniz voltou a lamentar a derrota para o Santos, mas evitou se aprofundar nas razões pelas quais o time de Osasco amargou o vice-campeonato e preferiu focar na evolução ao longo da campanha. 

— Prefiro pensar no que conseguimos. O saldo foi muito positivo. Parar pra pensar no que faltou domingo é muito injusto, porque tivemos muito mais chances de ganhar o jogo do que o Santos. Futebol é assim mesmo. Temos que levantar a cabeça e fazer melhor da próxima vez — consolou-se.

O Audax deve confirmar nos próximos dias uma parceira com o Oeste de Itápolis para o restante da temporada. De acordo com a diretoria dos clubes, faltam detalhes para baterem o martelo. As equipes repetiriam a experiência de 2015, quando o Oeste jogou em Osasco. Desta vez, contudo, o time de Diniz entraria com atletas e comissão técnica, e os custos seriam divididos. 

Diante do sucesso e da alcunha de "sensação do Paulistão", Diniz retomou o discurso de que todas as suas ações visam o bem-estar de seus atletas. O treinador se mostrou satisfeito pela valorização de peças - é o caso de Tchê Tchê, revelação do torneio e de contrato assinado com o Palmeiras. 

— Fico feliz de ver os jogadores evoluindo. Se forem para equipes maiores, chegam mais  bem preparados do que outras vezes. Eles têm grande chance de fazer um grande trabalho nos clubes que eles forem — finalizou.