LANCE!
15/12/2016
12:03
Rio de Janeiro (RJ)

Sidão, Lucas, Bolívar, Roger Carvalho e Diogo Barbosa; Gabriel, Willian Arão, Renato e Daniel; Vitinho e Dodô. Esse time nunca foi a campo, porém, todos esses jogadores têm algo em comum. Defenderam o Botafogo e deixaram o clube com facilidade. Para muitos torcedores, que ao longo dos últimos anos se acostumaram a reclamar da falta de habilidade de suas diretorias, o Alvinegro precisa encontrar uma fórmula para que atletas importantes não deixem o plantel.

Os exemplos mais recentes são os do goleiro Sidão e do lateral-esquerdo Diogo Barbosa. O primeiro viu o Alvinegro demorar a negociar com o Audax e acabou acertando com o São Paulo, por indicação de Rogério Ceni. Já o lateral, mesmo nos planos do Botafogo, foi anunciado pelo Cruzeiro na última segunda-feira.

Se não conseguiu segurar peças importantes, o Alvinegro também viu seu patrimônio ser desfeito por conta da má administração dos últimos anos de gestão Maurício Assumpção. Isso porque, insatisfeitos com atrasos salariais e de direitos trabalhistas, nomes como o lateral Lucas, o volante Gabriel e o meia Daniel procuraram a Justiça e conseguiram se desligar sem que o clube nada ganhasse.

Assumpção, por sinal, não se mostrou incapaz apenas de honrar os compromissos com o elenco. Também pecou na condução de alguns processos, desvalorizando atletas com uma história no Glorioso. Bolívar foi mandado embora e tratado como um dos responsáveis pela campanha que culminou com o rebaixamento no Brasileiro de 2014. Naquele mesmo ano, o volante Renato, hoje destaque do Santos e com passagem pela Seleção Brasileira, foi praticamente encostado no elenco e forçado a sair.

Mas não foi apenas Assumpção que não soube lidar com o elenco. Bebeto de Freitas, atrapalhado pelos rompantes de Carlos Augusto Montenegro, viu Dodô, um dos principais ídolos do clube neste século, sair pelas portas do fundo após a polêmica do doping.


O torcedor alvinegro fica na torcida para que o presidente Carlos Eduardo Pereira consiga aos poucos mudar essa realidade. Porém, pelos recentes históricos envolvendo Sidão, Diogo Barbosa e Willian Arão, o dirigente vai precisar ser um pouco mais rápido.