Edilson Grêmio

                     Segurança do Inter tomou a bandeirinha de escanteio das mãos de Edílson (Foto: Reprodução)

LANCE!
05/07/2016
15:15
Porto Alegre (RS)

O Gre-Nal 410 do último domingo segue rendendo. A comemoração de Edílson ao término do jogo no Beira-Rio, quando pegou uma bandeirinha de escanteio e simulou dançar uma valsa com o objeto, garantiu um cartão amarelo para o lateral-direito tricolor e críticas dos colorados. Mas Edílson, nesta terça-feira, afirmou que não desrespeitou o Colorado com tala atitude. Foi, na sua visão, uma provocação sadia.

A celebração de Edílson veio como uma "reposta" após o atacante Eduardo Sasha fazer o mesmo quando o Inter conquistou o Gauchão deste ano, diante do Juventude, no mesmo Beira-Rio. Tal "valsa", na ocasião, foi vista como uma alusão ao fato de o Grêmio enfrentar jejum de 15 anos sem títulos nacionais.

– Quero deixar bem claro, a respeito do lance, que em termos de rivalidade foi uma provocação, mas uma provocação sadia. Acho que o futebol está carente disso, de coisas que apimentem um pouco essa rivalidade positiva e não de violência – destacou o camisa 33 tricolor, em entrevista ao "Seleção SporTV", antes de completar:

– Em nenhum momento eu fui lá e mostrei o dedo, ou desrespeitei a torcida do Inter.

Em sua segunda passagem pelo Grêmio e com bastante identificação com a torcida, Edílson garantiu que foi "automático" comemorar a primeira vitória tricolor no novo Beira-Rio daquela maneira.

– Sei como é essa rivalidade, vi como tudo aconteceu e quando acabou o jogo foi meio que espontâneo pegar a bandeira e comemorar com nossos torcedores.

– O mais importante é que foi um jogo sem violência, um jogo muito limpo, se não me engano com 11 faltas para lado (foram, de fato, 11 faltas cometidas por Inter e Grêmio) – completou.

Edílson também foi indagado sobre o áudio em que Argel Fucks, técnico do Internacional, afirmou que se "Se Deus quiser e ele quer" o Inter "passa o trator por cima dos caras", se referindo ao Grêmio e ao Gre-Nal do último domingo.

– Acho que foi uma forma natural esse negócio do trator, é uma maneira de falar, só não achei legal essa prepotência de falar "se Deus quiser e Deus quer", a gente vai vencer. Acho que Deus tem tanta outras coisas para cuidar, guerra acontecendo, violência, não vai dar a vitória para um ou para outro clube. No meu caso, eu sempre peço saúde e que seja feita a vontade dele. E não Deus quer ou não – disse Edílson.

Terceiro colocado do Campeonato Brasileiro com 24 pontos, o Grêmio de Edílson voltará a atuar pela competição no próximo domingo, quando receberá o Figueirense, às 11h, na Arena. O plantel tricolor, de folga desde o término do Gre-Nal, voltará aos treinos na manhã desta quarta, às 9h, no CT Luiz Carvalho.