Delfim Peixoto fala na CBF (Foto: Igor Siqueira)

Delfim Peixoto fala na CBF (Foto: Igor Siqueira)

Igor Siqueira
07/03/2016
13:39
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, deu a série de denúncias contra dirigentes atuais e antigos da CBF como motivo para entrar na Justiça e defender uma análise minuciosa das contas da entidade referentes ao exercício de 2015.

Delfim conseguiu uma liminar na tarde de domingo impedindo que a assembleia geral desta segunda-feira apreciasse o balanço da CBF, sob o argumento de não ter conseguido verificar os comprovantes de receitas e despesas do ano passado, que teve Marco Polo Del Nero como presidente de 16 de abril até 3 de dezembro.

- A atual situação que tá o futebol brasileiro, com ex-presidente preso e outro licenciado indiciado, a Fifa examinando a situação da CBF, é um momento que não dá para fazer a assembleia "senta e levanta" como se fez sempre. O futebol está mudando. Eles não estão falando em transparência? - disparou Delfim, que emendou:

- Nesse ano, é diferente. Em 2015 foi que estouraram as acusações de corrupção na CBF, contra presidentes e ex-presidente. É uma outra realidade. Com isso, estou defendendo os outros companheiros que fazem parte da assembleia. Alguns acham que é rixa política, porque não assumi a presidência por causa de um golpe, mas não é isso. Perguntei se alguém tinha visto, mas ninguém disse que viu.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, rebate Delfim dizendo que a entidade deixou as contas à disposição desde a convocação da assembleia, que se deu em 19 de fevereiro.

- A assembleia foi convocada dia 19. Toda documentação está à disposição desde essa data. Eles tiveram 18 dias para fazer essa avaliação detalhada. Na sexta-feira, vieram dois advogados com uma procuração sem firma reconhecida. Toda documentação foi apresentada, mas eles queriam fotografar. Isso não foi permitido e eles saíram insatisfeitos.Se necessário, apresentaremos aos juiz os dados necessários - disse ele, ressaltando que a entidade está aguardando um posicionamento de Delfim sobre o assunto.

A sugestão feita pela assembleia geral, presidida pelo presidente da Ferj, Rubens Lopes, é que Delfim analise os documentos ainda nesta segunda ou em até 24 horas para que a viagem dos dirigentes ao Rio não seja perdida.

- Eles querem que eu, pessoalmente, analisasse as contas de um ano da CBF hoje. E eu não decidi - disse o dirigente catarinense.