Zico durante os desfiles das escolas de samba na Sapucaí (Foto: Igor Siqueira)

Zico durante os desfiles das escolas de samba na Sapucaí (Foto: Igor Siqueira)

Igor Siqueira e João Matheus Ferreira
10/02/2016
10:39
Rio de Janeiro (RJ)

Na segunda noite de desfiles do grupo especial do Carnaval do Rio, Zico foi um dos principais nomes entre aqueles ligados ao esporte. Em mais um ano, o Galinho desfilou pela Imperatriz, mas o papo no camarote em que ficou antes de ir para a Avenida (acompanhado pela esposa, Sandra e dois filhos) foi, claro, sobre futebol.

Zico, partidário de mudanças significativas na gestão da bola ao redor do mundo, evitou ficar escandalizado pelo fato de a presidência da CBF ter ido parar no colo do Coronel Nunes.

– Não o conheço, mas já tirei a palavra surpresa do futebol. Não existe para mim – disse o Galinho, que ainda emendou:

– A esperança é que a CBF volte a ser um órgão voltado ao futebol brasileiro, que não vejamos presidente preso, indiciado. Mas isso está no mundo inteiro. Na Fifa, na Conmebol. Lamentamos porque o Brasil é o Brasil. Deveriam ter mais respeito por toda a história do Brasil no futebol.

Zico, que afirma não pensar mais em tentar dirigir a Fifa, dizendo que “se não deu, não deu”, vê com bons olhos o fortalecimento da Liga Sul-Minas-Rio.

– Em 1990, quando apresentei meu anteprojeto, foi em função da abertura para criação de ligas. Mas as pessoas esquecem. A CBF tem que cuidar da Seleção. Em todo lugar do mundo as associações nacionais cuidam das seleções e o resto é com a liga. Seria muito mais cômodo para a CBF largar isso – completou o Galinho, sem ver nas ligas uma ameça aos Estaduais:

– Não tem nada ver. Estadual precisa encontrar um novo modelo. Clube nenhum joga 10, 11 jogos deficitários em uma competição só. Você não pode colocar em campo um time com folha altíssima para jogos com mil pessoas.