Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro (Foto: Divulgação)

Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro (Foto: Divulgação)

Igor Siqueira
02/06/2016
15:06
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente da Primeira Liga, Gilvan Tavares, aproveitou a reunião desta quinta-feira com a cúpula da CBF - inclusive com o presidente Marco Polo Del Nero - para reforçar a venda da ideia de redução de datas dos Estaduais para os clubes que estiverem disputando a Liga. Na visão de Gilvan, que chegou - como mostrou a De Prima - a ser debatida no Comitê de Reformas, dá para fazer um bloco de 19 datas, sendo 12 para os Estaduais e sete para a Primeira Liga.

- Os clubes paulistas têm 19 datas. Por que juntando Liga e Estadual não podemos fazer duas competições com mesmo número de datas? Estamos com o pensamento de fazer um produto bom para o torcedor, televisão, vai aumentar a receita e não vai contrariar a CBF nem de outros clubes do Brasil - afirmou Gilvan, que disse ter sido bem recebido pela CBF:

- Foi uma conversa muito boa. Temos dialogado muito. Procuramos tomar uma decisão na Liga que não fosse contrariar o pensamento da CBF também. Temos que trabalhar e fazer as coisas em conjunto para que ninguém atropele o outro.

Em relação à edição 2017, Gilvan reforçou o entendimento de que a Primeira Liga quer, no mínimo, sete datas.

- Receberam muito bem, estão viabilizando isso da forma como deve ser, desde que não fira a legislação aplicada ao esporte. A CBF está estudando o calendário. Vou levar as ideias da CBF para os presidentes da Liga. Vou falar por telefone e depois voltar aqui para tratar - explicou.

O sonho dos clubes da Liga é poder faturar em direitos de TV o mesmo montante que os clubes paulistas no primeiro semestre com o somatório Primeira Liga e Estaduais.

- A Liga é um produto muito bom porque, agregada aos Estaduais, pode trazer uma receita extra grande para os clubes. Sabemos que o Paulista e o Carioca têm um mercado muito maior fora dos estados do que o Mineiro, Gaúcho, Paranaense e Catarinense. Mas os jogos desses estados, combinados ao Mineiro, por exemplo, podemos conseguir uma receita tão grande quanto o Paulista - emendou o dirigente.