Patrick Monteiro
06/01/2016
07:35
Rio de Janeiro (RJ)

Maracanã e Carioca-2016 ainda são palavras não encontradas em um mesmo dicionário. Restando 25 dias para a abertura do torneio, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) segue sem saber se poderá contar com o estádio que será entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para os jogos da Rio-2016 e passa por outras incertezas.

Ao LANCE!, a assessoria da Ferj disse não ter uma posição do Maracanã sobre a disponibilidade do mesmo nas primeiras rodadas do Campeonato Carioca. No entanto, garantiu que utilizará o estádio, caso receba uma resposta positiva.

- Se estiver disponível, sim. Tem que saber como está a posição do Maracanã no momento. Se estiver disponível, vamos usar. Estamos aguardando a situação do Maracanã. Temos que saber o que estar por vir por lá. Pelo que a gente tem escutado e lido, não está sendo uma coisa fácil. Hoje, qual é a posição que o Maracanã tem? Ninguém sabe - declarou a assessoria.

Dias e locais das partidas também são incógnitas na tabela que aparece no site da Federação. O informativo traz somente os confrontos de cada rodada da primeira fase e duas possibilidades de data para cada um deles. Algo que deverá ser solucionado em breve.

- Vamos fechar isso por esses dias. Vamos estar divulgando tabela, datas, jogos e horários - respondeu.

Em resposta, a assessoria do Maracanã reafirmou, ao LANCE!, que "não tem uma data definida ainda, em relação à devolução do estadio (para a Rio-2016)". A competição acontece de 5 a 21 de agosto, ficando com os organizadores a responsabilidade sobre o estádio em períodos anteriores e posteriores aos Jogos.

- O Maracanã aguarda a definição da data da entrega do estádio para o uso exclusivo dos Jogos Olímpicos, quando cederá suas instalações ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 por até nove meses - informou, em nota.

Outros entraves
Na última segunda-feira, o consórcio que administra o estádio demitiu cerca de 75% do quadro permanente de funcionários. A empresa, na ocasião, explicou que trata-se de uma medida para "se adaptar ao período de uso exclusivo dos Jogos Olímpicos".

Em desentendimento com o governo, a construtora acumula prejuízos anuais com o Maracanã desde 2013. Além disso, já demonstrou não ser viável manter a operação sem algumas das contrapartidas que a licitação inicial previa. O imbróglio pode abrir as portas para uma nova licitação.