LANCE!
01/09/2016
18:13
São Paulo (SP) 

O exame antidoping positivo do volante Arouca, do Palmeiras, está longe de ser o primeiro envolvendo um jogador de futebol no Brasil. Nas últimas duas décadas, alguns episódios aconteceram. Há peculiaridades em cada situação, tanto em relação ao tipo de substância usada, a intenção ou não do atleta e a pena que foi aplicada. 

Houve casos em que os jogadores tiveram detectada a presença de finasterida, medicamento usado contra queda de cabela. Foi o que aconteceu com Romário, em 2007, no Vasco, e Marcão, no mesmo ano, pelo Inter. O ex-atacante acabou absolvido, enquanto o colorado pegou um pequeno gancho. 

Também houve episódios em que o jogador foi teve acusado em exame o consumo de drogas sociais. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o meia Lopes, no Palmeiras, em 2000, e Jobson, do Botafogo, em 2009. No caso deste último, que deu positivo para cocaína, ele admitiu ser usuário de crack e precisou cumprir seis meses. Anos depois, porém, voltou a ser punido após se recusar a fazer o exame na Arábia Saudita.

O experiente volante Magrão foi flagrado no ano passado, quando defendia o Novo Hamburgo. O exame acusou hormônio feminino e o jogador justificou que usava um medicamento para tratar de um câncer. Ele acabou decidindo encerrar a carreira. 

Neste ano, além de Arouca, outro palmeiras teve exame positivo. O atacante Alecsandro acabou condenado a dois anos de suspensão pelo uso de anabolizante. O caso do volante, porém, parece ser bem diferente. Os médicos do Palmeiras deram entrevista coletiva explicando que o jogador tomou uma infiltração no joelho esquerdo e o uso do remédio foi intra-articular, forma autorizada pela Wada (Agência Mundial de Antidoping) e pela comissão de dopagem. O clube vê semelhanças no caso com o de Yago, zagueiro do Corinthians, que foi punido com apenas 30 dias este ano.

Relembre na galeria acima alguns casos registrado no Brasil nos últimos anos.