Zico

Zico tentou lançar sua candidatura para ser presidente da Fifa, mas não teve apoio (Foto: Reprodução/LANCE!TV)

RADAR/LANCE!
28/02/2016
11:40
Manaus (AM)

Zico, que não teve apoio para lançar sua candidatura à presidência da Fifa, comentou a vitória de Gianni Infantino na eleição da entidade máxima do futebol. Segundo o Galinho, o resultado do pleito já era o esperado, porque o suíço só herdou o posto que era do francês Michel Platini, que era o favorito, mas não pode concorrer por conta de uma suspensão.

- Já era esperado que a Europa ia prevalecer. O Platini era o grande favorito e a Fifa caiu no colo do Infantino. As pessoas não votam no nome da pessoa, porque não conhecem o trabalho dele, o que fez no futebol, para escolher ele. Ele era o candidato da UEFA, passou a ser o candidato no posto do Platini, que era o grande favorito – disse Zico, que participou de um jogo beneficente em Manaus, ao GloboEsporte.com.

No entanto, o Galinho de Quintino desejou sorte a Infantino. O ex-jogador pediu que o novo presidente da Fifa cumpra suas promessas de mudanças na entidade.

- É um jovem, tem uma confiança muito grande do mundo do futebol, de quem votou nele, e eu torço para que dê certo. Para que ele possa voltar a dar credibilidade à Fifa, fazer com que a entidade seja democrática e transparente. Que aqueles do meio do futebol, não só jogadores e treinadores, mas médicos, dirigentes, preparadores físicos e terapeutas, participem das decisões do conselho da Fifa, e que não fique restrito a um grupo, esse que votou nele, porque esse grupo está comprometido com a UEFA, com as confederações e é isso que tem que acabar – cobrou o Galinho.

O ex-camisa 10 do Flamengo e da Seleção Brasileira demonstrou insatisfação quando falou da sua tentativa de candidatura. De acordo com Zico, ele não era bem visto por nunca ter sido membro da Fifa e não é interessante ter “alguém de fora” no comando”.

- Dos cinco candidatos que estiveram lá, todos eles tiveram cargo na Fifa, em alguma entidade. Eu sou o “patinho feio”. Então não interessa para quem está votando, ter alguém de fora. Com isso, prevalece o futebol europeu, que hoje está por cima. Que a América do Sul tome cuidado. Brasil e Argentina, que tem muitos títulos mundiais, estejam atentos, porque hoje quem manda no futebol é a Europa – disse o ex-jogador, aproveitando para criticar a forma como os candidatos são indicados.

- Acho que deve haver independência e liberdade para as confederações escolherem os candidatos que quiserem, e não termos ainda esse famoso voto em bloco que eu acho que é um atraso para o futebol – completou.