RADAR/LANCE!/POOL
11/11/2015
20:17
Montevidéu (URU)

A visita que o Uruguai fará a Quito para a partida desta quinta-feira não é uma a mais. O Equador vem crescendo demais nos últimos anos em muitos aspectos. Na organização, na infraestrutura. Hoje, seus jogadores são verdadeiros atletas. E os equatorianos encontraram um tipo de futebol que impõe respeito a todos os rivais do continente. Por isso não foi estranho vermos o treinador Oscar Tabárez, nas duas últimas partidas eliminatórias para as Copas de 2010 e 2014, fazer de tudo para tentar controlar o rival.

Nas eliminatórias de 2010, o time jogou bem blocado, com uma linha de cinco na defesa e arrancando com Suárez e Forlán. E a entrada de Cavani nos minutos finais foi fundamental para a vitória de virada por 2 a 1 nos acréscimos. Mas não foi apenas isso. Rodríguez saiu para a entrada de Fucile, que foi para a lateral e liberou Pereira para o meio. Isso oxigenou um meio de campo que estava sem pernas.

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Brasil, o treinador tentou minimizar. Tabárez voltou a jogar com um sistema muito parecido com o de 2010. A diferença foi que naquela oportunidade Cavani começou como titular, jogando como um quarto homem de meio de campo, jogando no sacrificio, colaborando com Cebolla Rodriguez para tentar anular os avanços de Paredes.

Estas foram as duas últimas partidas entre as equipes. Mas não há duas partidas iguais. As situações não são as mesmas. Porém, vendo as margens de erros, a equipe de Tabarez tem antecedentes onde espelhar-se.


NO GOL - Uma partida com muito trabalho

Neste tipo de partida, na qual o rival atua pressionando desde o início do jogo, é fundamental ter um goleiro que renda bem. Além disso, as equipes que jogam na altitude tentam se aproveitar da velocidade que a bola tem para arriscar chutes de longe. Muslera é sólido, oferece segurança aos companheiros. E não podemos esquecer que o nosso goleiro estreou com a camisa uruguaia de maneira notável num jogo em Quito, diante do Equador.

A DEFESA - Linha de quatro

Não teremos Giménez. Mas Coates entra em seu lugar. A primeira opção é jogar com a linha de quatro. Maxi Pereira, Coates, Godín e Cáceres. Outra opção seria colocar Cáceres e jogar com dois atacantes. Mas tal opção cai bastante por causa da opção de Lodeiro e não Álvaro "Palito" Pereira, qe tem um perfil mais defensor.

O MEIO-CAMPO - Balanço e lançamentos de Lodeiro

Em La Paz, a equipe se acomodou bem jogando com dois volantes fixos no centro e dois por fora, jogando em linha. A ideia foi conter o primeiro impulso do rival e logo soltar-se para atacar. A entrada de Lodeiro ajuda o setor ofensivo, mais os dois volantes fixos precisam ficar sempre em sua zona para evitar surpresas, ainda mais diante do Equador, que muda o ritmo como poucos.

DIANTEIRA - Um mais adiantado

Os dois históricos do Uruguai atuando em Quito indicam que a equipe atacou com dois atacantes. O detalhe foi a forma em que eles pararam: um na frente do outro. O que se buscou? Qual jogador vai mais para perto do gol e qual vai cair pelos flancos? O ideal é que os dois jogadores sejam auxiliados por dois armadores que se aproximem deles.