Jorge Fossati - Uruguai (Foto: Divulgação)

Jorge Fossati - Uruguai (Foto: Divulgação)

RADAR/LANCE!/POOL
10/11/2015
20:51
Montevidéu (URU)

Ex-treinador do Uruguai, o técnico Jorge Fossati alimentou a guerra midiática, que se pôs frente ao duelo entre Uruguai e Chile, pelas Eliminatórias, já que voltará a colocar frente a frente Edinson Cavani e Gonzalo Jara.

- Não aplaudo o que o Jara fez na Copa América, mas o Uruguai não pode rasgar as vestes, nem gritar, nem arrancar os cabelos por isso. Como se fosse a primeira vez que isso se passa num jogo de futebol. Especialmente em todo nosso país, podemos apelar para muitas coisas dentro de uma partida de futebol - afirmou Fossati, em entrevista ao diario El Mercurio.


As palavras de Fossati vieram em momentos em que o treinador do Uruguai, Oscar Tabárez, disse que não falaria do tema.

- Desde já digo que não vou falar desse tempo, porque é uma forma de contribuir a criar um clima a nível midiático - se expressou, antes de viajar ao Equador.

No entanto, Fossati disparou na entrevista.

- Não podemos dizer que quando nós fazemos isso no Uruguai está certo, que são truques inteligentes; E quando o resto os faz, é trapaça. Jara fez o que fez. Ele estava errado e é errado fazer isso. Se passássemos partidas de trinta anos atrás, com a tecnologia de hoje, teríamos que fechar todos os estádios - disse o treinador do Peñarol, completando.

- Os jogadores uruguaios não estão de luto, nem estão se queixando por coisas que são vivências da rivalidade. São grandes, têm experiência. Dentro dos códigos dos jogadores, as coisas se organizam muito mais rápido do que um incêndio - encerrou.