FIFA  Sepp Blatter Michel Platini (foto:Mchael Buholzer/AFP)

Docume (foto:Mchael Buholzer/AFP)

LANCE!
09/03/2016
10:33
Paris (FRA)

A polícia francesa realizou nesta quarta-feira uma operação na federação de futebol do país e encontrou documentos que comprovam o depósito de 2 milhões de francos (R$ 7,5 milhões) de Joseph Blatter a Michel Platini. A investigação foi solicitada pela procuradoria geral suíça.

- Foram apreendidos documentos em conexão com o pagamento suspeito de 2 milhões de francos suíços que é o objeto do processo - informa o comunicado divulgado pelo governo da Suíça.

Ex-presidente da Fifa, Blatter começou a ser alvo de investigações depois que foi descoberto um pagamento feito a Platini em 2011. A alegação era que teria sido a compensação por um trabalho feito pelo ex-jogador para a entidade máxima do futebol entre 1998 e 2002. O francês disse que serviu como assessor do suíço, que não teria dinheiro para pagá-lo na ocasião.

Devido ao caso, os cartolas foram suspensos preventivamente pelo Comitê de Ética da Fifa em outubro de quaisquer atividades ligadas ao futebol por 90 dias. O órgão, no entanto, baniu-os por oito anos. Mas a pena acabou reduzida, e os ex-dirigentes ficarão afastados do esporte por seis anos.

BLATTER TENTA ÚLTIMA CARTADA PARA SE LIVRAR DE PENA

O fato de o Comitê de Apelação da Fifa ter diminuído a sanção de oito para seis anos deixou Joseph Blatter otimista. Na visão do cartola, isso prova que não havia certeza de corrupção e que vai tentar o seu último cartucho para se livrar da punição.

- As suspensões foram reduzidas, e o que isso quer dizer? Que a Comissão de Apelação não tinha certeza da veracidade da acusação. Estou convencido que isso será resolvido em dois meses. As duas comissões da Fifa concluíram que não houve corrupção - disse o cartola suíço, à agência "SID". 

Presidente da FIFA, Sepp Blatter participa de coletiva de imprensa em Zurique após sua reeleição (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Blatter tentará um último recurso (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Blatter foi sucedido na presidência da Fifa por Gianni Infantino, ex-secretário geral da Uefa. O cartola diz que se sente injustiçado por ter sido afastado da entidade máxima do futebol e banido do esporte.

- Platini e eu fomos apresentados como mentirosos, o que certamente não somos. Fizemos tanto pelo futebol... E, nesse caso, erros podem acontecer. Mas ninguém pode me acusar de ter agido mal com dinheiro - concluiu.