São Paulo x Ponte Preta - Luis Fabiano (Foto: Miguel Schincariol/ LANCE!Press)

Luis Fabiano participou da eliminação do Brasil na Copa de 2010 (Foto: Miguel Schincariol/ LANCE!Press)

RADAR/LANCE!
14/07/2016
12:41
Tianjin (CHI)

Ídolo do São Paulo, Luis Fabiano hoje atua no futebol chinês, no Tianjin Quanjian. Em entrevista ao site oficial da Fifa, o atacante relembrou a derrota por 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, que culminou na eliminação da Seleção do torneio.

- Tínhamos um grupo muito bom. Éramos unidos e ambiciosos. As pessoas pensavam muito do time e nós acreditávamos que poderíamos superar as expectativas. Mantivemos nosso espírito vencedor até o jogo contra a Holanda nas quartas de final. Fomos melhores no primeiro tempo e tivemos tudo para sair vencedores. Perdemos inexplicavelmente. Eles (Holanda) tiveram apenas algumas chances durante o jogo, mas marcaram duas vezes. Isso é o futebol. As previsões são inúteis e sem sentido. O resultado só pode ser decidido em campo - comentou.

Sobre o vexame sofrido pelo Brasil na Copa do Mundo de 2014, o jogador lamentou, mas enfatizou a dificuldade dos jogos dos Mundiais e como são importantes no mundo do futebol.

- Essa derrota para a Alemanha é difícil de entender. Em uma Copa do Mundo os resultados são algo além da imaginação. Porque isso é uma competição única. É diferente de todos os outros torneios, como a Copa América, Eliminatórias e jogos continentais, já que você joga contra os melhores times do mundo. Um pequeno erro pode ser fatal. Uma Copa do Mundo é uma Copa do Mundo.

Com o recente fracasso na Copa América Centenário, as discussões sobre o investimento nas categorias de base voltaram com tudo. Para o atleta, o país já foi conhecido por seus novos talentos e precisa retomar essa produção de jovens jogadores. 

- No passado nosso sucesso era atribuído aos nossos talentos da base. Costumávamos ter um bom plano e dar estrutura e oportunidades para os mais novos. Até as crianças de famílias mais pobres podiam ser selecionadas em centros de treinamento ou escolinhas de futebol se mostrassem talento. Se voltarmos com essa política, podemos ter muitos jogadores jovens no futuro.

O mesmo conselho ele dá para a China, país onde atua hoje. O crescimento chinês no futebol parece inevitável pelo grande investimento feito e o potencial envolvido. 

- Pra mim, a China tem todos os motivos para se tornar uma força no mundo do futebol. Eles têm a maior população do mundo e são os segundos em termos de paixão e dinheiro. Mas para fazer progresso, você precisa começar da base com o desenvolvimento dos jovens.