Reunião dos clubes sul-americanos

Dirigentes durante reunião no Morumbi, em São Paulo (Foto: Fábio Suzuki)

Fábio Suzuki e Marcio Porto
31/03/2016
12:54
São Paulo (SP) 

Dirigentes de cerca de 40 clubes sul-americanos se reúnem na tarde desta terça-feira, 31, em São Paulo, para debater diversas questões referentes à organização da recém-criada Liga Sul-Americana de Clubes e também pontos adotados atualmente pela Conmebol que não têm agradado aos integrantes do principal torneio de clubes da América do Sul. As principais questões que serão colocadas na mesa de discussão estão a elaboração do estatuto da nova entidade e melhores valores a ser repassado aos participantes da Copa Libertadores. A criação de uma liga independente por parte dos clubes está descartada. 

- Nós precisamos colocar aqui a nossa inteligência para que o futebol possa recuperar a sua credibilidade que anda abalado em todos os seus níveis. Seriedade, transparência, publicidade e preocupação com uma gestão correta e fiel é tudo aquilo que não só nós mas também as nossas respectivas comunidades e torcedores desejam. Por isso, esse momento é tão relevante - afirmou o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Em relação à elaboração do estatuto da Liga Sul-Americana de Clubes, uma reunião entre os diretores jurídicos dos clubes foi realizada na noite desta quarta-feira, em São Paulo, onde foram debatidos pontos que serão colocados para serem discutidos no encontro da tarde desta quinta-feira.

Uma das ideias é que a entidade tenha um conselho com cinco representantes, além de um CEO à frente das atividades da Liga. Medidas para a entrada de novos integrantes e composição da assembleia geral também estarão na mesa de discussões. 

Os dirigentes sul-americanos também discutirão melhores valores repassados pela Conmebol pela participação na Copa Libertadores. 

- Está na hora do futebol sul-americano resgatar algumas coisas e uma delas é a transparência, principalmente na área financeira. Já conseguimos ganhar mais do que era antes mas não dá pra achar que esse é o ideal. A meta é o máximo que puder, a Conmebol não tem dono, os donos são os clubes e o dinheiro tem que ser para os clubes - afirmou Roberto de Andrade, presidente do Corinthians.