Gianni Infantino - Fifa

Infantino teria que aprovar as mudanças (Foto: Christophe Archambault / AFP)

LANCE!
18/06/2017
10:50
Zurique (SUI)

Depois da introdução do árbitro de vídeo e novas recomendações para a arbitragem, a International Football Association Board (IFAB), órgão da Fifa responsável por estabelecer as regras do futebol, almeja mudanças bem mais profundas. Um documento publicado neste sábado, chamado "Play Fair", propõe diversas alterações no regulamento, incluindo o tempo de jogo.

O projeto defende três pontos principais. O primeiro, melhorar o comportamento dos jogadores e aumentar o respeito. Segundo, aumentar o tempo de bola rolando. Por último, aumentar a justiça e a atratividade. A principal mudança proposta é que, ao invés dos 90 minutos corridos, as partidas durem 60 minutos com bola rolando, parando o relógio e evitando o anti-jogo.

Outros pontos interessantes são sobre a maneira como as penalidades são cobradas (que já está sendo testada nas competições de base na Europa), o uso dos cartões amarelos e vermelhos com membros da comissão técnica e o papel do capitão dentro de campo.

A IFAB dividiu suas propostas em três categorias: as que podem ser implementadas imediatamente, as que "estão prontas para testes/experimentos" e as que "precisam ser discutidas".  Veja a seguir as principais propostas:

PODEM SER IMPLEMENTADAS IMEDIATAMENTE:

– Aumentar a influência do capitão. Ele seria o responsável pela comunicação com o árbitro e único permitido a conversar com o árbitro em uma decisão controversa. Ainda se tornando o elo para tentar acalmar situações e companheiros.

– Cálculo mais estrito dos acréscimos, parando o relógio diante de situações como a cobrança de um pênalti, um gol, o atendimento a um jogador lesionado, a punição a um atleta com cartões e as substituições;

– Aplicar a limitação de seis segundos de posse de bola com as mãos do goleiro de maneira mais rígida;

PRONTAS PARA TESTE:

– Ser mais rigoroso com jogadores e times que pressionam ou fazem rodas em volta dos árbitros, podendo até mesmo multar ou reduzir pontos;

– Mostrar cartões amarelos e vermelhos para técnicos ou outros membros da comissão técnica, para tornar a punição mais clara;

– Cobranças de pênalti seguindo o modelo ABBA de alternância entre os batedores;

– Permitir que defensores recebam a bola dentro da área na cobrança de um tiro de meta;

DEVEM SER DISCUTIDAS:

– Se um jogador do banco receber cartão vermelho, o número máximo de substituições é reduzida em um. Se o time já tiver feito as três, perde uma no próximo jogo;

– Relógio parando quando a bola está fora de jogo, nos cinco minutos finais do primeiro tempo e nos dez últimos do segundo. Em uma mudança radical, o jogo inteiro seria disputado com dois tempos de 30 minutos;

– Estádios com relógios visíveis aos torcedores, que estarão conectados com os relógios dos próprios árbitros;

– Permitir que faltas, escanteios e tiros de meta sejam cobradas por um jogador para si mesmo, dando o segundo toque na bola. Dessa forma, quem sofre a falta pode acelerar o jogo, reiniciando rapidamente o ataque;

– Expulsar jogadores que colocarem a mão na bola para tentar marcar um gol; punir recuos de bola com pênalti, e não mais com tiro livre indireto;

– Conceder ao árbitro o poder de confirmar um gol caso uma bola seja afastada com a mão em cima da linha;

– Apitar o final do primeiro ou do segundo tempo apenas quando a bola estiver fora de jogo;

– Transformar as cobranças de pênalti durante a partida em um lance sem rebote. Em caso de defesa ou de bola na trave, o goleiro receberia o direito de cobrar um tiro de meta.