Gianni Infantino

(Foto: AFP)

LANCE!
26/02/2016
16:34
Zurique (SUI)

O suíço-italiano Gianni Infantino rejeita o rótulo de europeu. O recém-eleito presidente da Fifa quer afastar qualquer preocupação em relação a preferências pelo futebol do Velho Continente e garante que vai pensar globalmente os projetos a serem implementados na entidade até o fim do atual mandato, em 2019.

- Tenho boa relação com muitas pessoas na África, Ásia, Oceania, Américas. Fui eleito, agora viramos a página, começamos a trabalhar e vou mostrar a todo mundo que não sou candidato da Europa, sou candidato do futebol. O futebol é universal. É isso o que vamos começar agora na Fifa. Não vamos falar sobre politica, divisão, barreira. Temos que construir pontes e não muros - disse Infantino, ao ser indagado se estava pronto para lidar com uma África dividida, já que as associações do continente votaram nele e no xeque Salman, e não em bloco:

- Não concordo que o futebol esteja dividido. Foi uma eleição, mas não uma guerra. Uma competição e não uma briga. Foi uma disputa esportiva. Você perde ou ganha e a vida continua.

No discurso pré-eleição desta sexta-feira, Gianni prometeu destinar mais dinheiro para as associações nacionais. Pouco antes, no mesmo palco, o secretário-geral da Fifa, Markus Kattner, avisou que a Fifa vai fechar no vermelho em 2015. Ao ser perguntado sobre como viabilizar o tamanho do investimento prometido aos eleitores, Infantino garantiu que a Fifa não vai quebrar com ele no comando.

- Primeiro de tudo vamos sentar, apresentar a ele (Kattner) as ideias que eu tenho. Tenho alguma experiência que eu posso colocar nessa situação. Como disse hoje, a Fifa tem uma previsão de US$ 5 bilhões e não deve ser problema tirar US$ 1,2 bilhão para as associações. Eu digo isso que eu tenho vasta experiencia profissional. Além disso, estou convencido que uma nova era da Fifa está começando. Vou aproximar os parceiros comerciais, eles devem voltar a confiança na Fifa - completou.

Infantino, que nos últimos sete anos foi secretário-geral da Uefa, foi eleito em segundo turno com 115 votos, superando o segundo colocado, xeque Salman, que ficou com 88 votos.