Marco Polo del Nero (Foto: Bruno de Lima/ LANCE!Press)

Marco Polo del Nero, por ora, escapa de cobrança da Fifa (Foto: Bruno de Lima/LANCE!Press)

RADAR/LANCE!
18/03/2016
09:13
Zurique (SUI)

Conforme solicitado pela CBF, em documento enviado pelo seu presidente, Antonio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, o diretor de assuntos legais da Fifa, Marco Villiger, divulgou carta nesta sexta-feira, em Zurique, na Suíça, sede da entidade máxima do futebol mundial, em que anuncia que a organização desistiu de tentar reaver valores em dinheiro do presidente da CBF, Marco Polo del Nero.

Na carta à Fifa, Nunes afirma que Del Nero, que está de licença do cargo, não tem condenação alguma por crime algum, o que descaracterizaria quaisquer cobrança por restituição financeira.

Nesta semana, a Fifa, que está agora sob presidência de Gianni Infantino, informou que cobraria dinheiro de dirigentes envolvidos no caso de corrupção que estourou na entidade no ano passado, que levou alguns desses cartolas, incluindo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, para a cadeia. A Fifa cobra um valor de 28 milhões (cerca de R$ 106,75 milhões) dos cartolas envolvidos.

A Fifa cobra valores que foram pagos aos dirigentes com salários, passagens, hospedagens e diárias entre os anos de 2004 e 2015. Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero são os cartolas que fizeram parte do quadro da entidade neste período e que são cobrados agora. De Del Nero, especificamente, a Fifa cobrava R$ 6,3 milhões.

VEJA A CARTA DA FIFA À CBF:

"Em resposta à sua carta pedindo esclarecimentos de certos aspectos do pedido da Fifa por restituição junto ao governo dos Estados Unidos. Especificamente, o senhor pediu esclarecimento sobre a posição da Fifa a respeito de indivíduos que foram indiciados, mas não condenados até o momento.

Como declarado no pedido de restitução, a Fifa pretende buscar uma compensação pelo prejuízo causado por qualquer indivíduo condenado por crimes apontados pelo governo americano. Até o momento, 13 indivíduos foram condenados (todos se declararam culpados), bem como duas organizações. A Fifa acredita que tem direito a restituição de acordo com a legislação americana dessas pessoas e organizações.

A respeito dos indivíduos que foram indiciados, mas não (ainda) condenados, a Fifa não busca restituição neste momento. Se esses indivíduos forem condenados por um júri ou se declararem culpados, a Fifa buscará restituição deles também".