Já os jogadores do City fizeram a festa na maior parte do jogo

(Foto: PAUL ELLIS / AFP)

Paul Wilson
02/11/2016
16:15
The Guardian (ING) POOL do LANCE!

As pessoas riram da ideia do Manchester City jogar bem em seu primeiro jogo contra o Barcelona há duas semanas. Mas eles perderam de 4 a 0, foi dito. Eles terminaram com dez jogadores. Deram a Lionel Messi seu último hat-trick na Liga dos Campeões em uma placa. Tudo isso é verdade, mas, ainda assim, o CIty jogou bem no Camp Nou, apesar de algumas falhas defensivas, mostraram vontade para chegar e criar chances. Esse foi um sinal da nova forma do time sob o comando de Pep Guardiola, que atingiu a plenitude quando Messi e sua equipe foram vencidos no Etihad.

Talvez vencidos seja uma palavra muito dramática para a vitória por 3 a 1, que poderia ter sido um resultado mais apertado - apesar do City finalizar melhor e poder, facilmente, fazer quatro ou cinco -, mas quando você joga com o mesmo oponente seis vezes nos últimos três anos e perde cinco, a vitória é sempre importante.

Foi um ponto de mudança? O Guardiola não achou, sugerindo que seu time jogou melhor nos primeiros 30 minutos na Catalunha. Mesmo assim, se o Etihad viu o Barcelona jogar "como o melhor time do mundo" nos primeiros 38 minutos, como Pep disse, o que o City conquistou, enfrentando o desafio, mantendo sua forma - assim como os 11 jogadores em campo - e acreditando, voltar após levar o primeiro gol é mais do que impressionante.

Pense em quanto tempo o Manchester United do Sir Alex Ferguson levou para realmente aparecer bem na Liga dos Campeões. Os primeiros seis anos foram uma série de decepções até 1999, quando o United se provou com as vitórias na fase de mata-mata. Primeiro se aproveitando se sua vantagem no primeiro jogo contra a Inter no San Siro e depois virando contra a Juventus em Turin. 

Isso não é para sugerir que o City pode vencer a Liga dos Campeões, muito menos diminuir a marca do United - o ponto é que isso aconteceu em uma época que os times italianos eram os mais temidos na Europa. A Juventus era o Barcelona de seu tempo, Ferguson confessou uma vez que o United se sentia intimidado quando os times se alinhavam no túnel, e vencer o time mais forte do continente pode ser um sinal de progresso.

O City está no caminho. Talvez os jogos da fase de mata-mata sejam um teste mais verdadeiro de força e mérito, mas bater o Barcelona pela primeira vez em sua história é o tipo de marco que não pode fazer a um clube em ascensão qualquer dano.

O próximo passo do City é manter os pés no chão e dedicar sua atenção ao Middlesbrough pela Premier League. O Boro conseguiu um empate contra o Arsenal na última semana e os Citzens permitiram que o Southampton saísse com um ponto da partida.

Deve ser incrivelmente difícil manter os níveis de esforço e concentração da Liga dos Campeões para o que é ostensivamente uma disputa mais comum. Mas as maiores e melhores equipes têm de encontrar um caminho.

*Paul Wilson, colunista do The Guardian (ING), POOL do LANCE!