Boca Juniors ergue o troféu da Copa Argentina (Foto: Reprodução/Boca)

Boca Juniors ergue o troféu, mas holofotes estão na arbitragem  (Foto: Reprodução/Boca)

LANCE!
05/11/2015
12:59
Buenos Aires (ARG)

Em entrevista ao canal ao canal "TyC Sports", o chefe de arbitragem da Associação de Futebol Argentino (AFA), Miguel Scime, reconheceu que o árbitro Diego Ceballos teve uma jornada infeliz ao apitar a vitória do Boca Juniors sobre o Rosario Central por 2 a 0, em jogo válido pela final da Copa da Argentina, na última quarta-feira, no Estádio Mario Kempes, em Córdoba.

- Ceballos não tomou decisões felizes. Ele era o árbitro de maior experiência para dirigir a final. Não é um dia feliz para a arbitragem. Tem que reconhecer os erros - reforçou, nesta quinta-feira.

Três decisões capitais da arbitragem resultaram em muita polêmica. No primeiro tempo, Ruben, do Rosario Central, teve um gol anulado, pois um companheiro estaria em posição irregular. Na segunda etapa, em ataque do Boca Juniors, Peruzzi foi derrubado fora da área, mas Ceballos marcou pênalti, convertido por Lodeiro. Nos acréscimos, Chávez, bem adiantado, decretou o triunfo e o título xeneize. O juiz ignorou o impedimento.


Ao fim do jogo, enquanto os jogadores do Boca Juniors celebravam o segundo título em menos de uma semana (o clube levantu o Argentino no domingo), os jogadores do Rosario Central cercaram o árbitro, que não deu uma palavra. Durante o primeiro tempo, após ver o o gol anulado do time, o técnico Diego Coudet foi expulso.

A indignação não se limitou aos jogadores e a comissão técnica dos rosarinos. Ídolo do futebol argentino, Mario Kempes detonou a arbitragem.

- Na Argentina, os bandidos se vestem de laranja - disse o campeão do mundo de 1978, em referência à roupa dos árbitros.

Walter Perazzo, ex-técnico do Olimpo de Baía Blanca, fez ainda uma revelação mais forte. Assim como o Rosario Central, ele enfrentou o Boca Juniors com a arbitragem de Ceballos, em setembro do ano passado, pelo Campeonato Argentino. O time foi derrotado por 1 a 0.

- Ele encorajava os jogadores do Boca Juniors e intimidava os nossos. Esse tipo de coisa nos dá uma impotência muito grande. Dói muito - colocou.