icons.title signature.placeholder Lucas Strabko
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25/08/2015
07:20

Você conhece a Albânia? Dois brasileiros elegeram o pequeno país de dois milhões de habitantes para se aventurarem no futebol europeu. Quando foram contratados pelo Skenderbeu, Ademir e Esquerdinha não imaginavam que poderiam jogar uma Liga dos Campeões. Mas o "sonho de videogame" pode se tornar realidade. Nesta terça-feira, às 15h45, o Skenderbeu enfrentará o Dinamo Zagreb (CRO) na partida de volta dos playoffs da principal competição europeia. A ida foi 2 a 1 para os croatas. Quem passar, carimba vaga na fase de grupos.

– Apesar de eu não entender nada de albanês, dá para ver no rosto dos caras a vontade de disputar a Champions. Podemos ser o primeiro time na história da Albânia a jogar o torneio (fase de grupos) – diz Esquerdinha, que chegou ao clube em julho de 2015, ao LANCE!.

Campeão nacional, o Skenderbeu garantiu vaga para jogar a fase classificatória da Liga dos Campeões, uma espécie de torneio entre clubes de países em posições medianas no ranking da Uefa. O objetivo da equipe era chegar até a fase atual, o último playoff, que coloca o derrotado na Liga Europa, o segundo principal torneio interclubes do continente.

– A pressão diminuiu bastante depois que conseguimos a vaga na Liga Europa. O país nos abraçou de um jeito legal. O presidente pedia muito para nós chegarmos lá. Agora ele diz para jogarmos tranquilos, mas está eufórico com a chance de disputar a Liga dos Campeões – conta o lateral-direito Ademir, ao L!.

O presidente do clube é Ardian Takaj, dono de um dos maiores resorts da Albânia. Para chegar aos objetivos, Takaj não se incomoda em abrir os cofres. Após a conquista da vaga na Liga Europa, o presidente deu 500 mil euros (R$ 2,05 milhões) ao elenco. O bicho dobrará se os atletas conseguirem bater o Dinamo Zagreb.

– Ele nos prometeu 1 milhão de euros (R$ 4,1 milhões). O salário médio dos atletas é de 6 mil euros (R$ 24 mil). Podemos ganhar quase um ano de salário – exalta Ademir.

Mas não é só o dinheiro que motiva os brasileiros do Skenderbeu.

– No primeiro jogo contra o Dinamo, falei para o Ademir que daria um jeito de entrar na frente e aparecer bastante. Fui o terceiro na fila. Quando ouvi o hino da Champions, arrepiei todo. Me senti um jogador de verdade pela primeira vez na vida. Imagina se fosse contra o Barcelona? – sonha Esquerdinha, fã de Neymar.

Bate-bola com Esquerdinha, lateral do Skenderbeu - 'Eles brincam por causa do 7 a 1'

Você chegou em julho de 2015. Como foi recepcionado?
Os albaneses não são de falar muito, de ficar brincando. Eles gostam muito dos brasileiros, dizem que somos extraordinários e temos muita técnica. Quando peguei mais intimidade, eles começaram a brincar comigo que tomamos 7 a 1 na Copa do Mundo. Eu não tinha o que falar (risos).

Você se adaptou bem?
Aqui falam inglês, italiano e albanês, mas não sei as línguas, então o Ademir me ajuda. Quando cheguei, me deram frutos do mar para comer, e eu não gostei. Como estamos hospedados no resort do presidente, os garçons já trazem arroz quando eu chego no restaurante. Mas sinto falta do feijão.

É possível bater o Dinamo, jogando lá na Croácia?
Temos chance. Perdemos muitos gols no primeiro jogo, faltou matar a partida. Temos um atacante muito bom, o Salihi, eu falo que ele é inteligente em português e ele já entende. Tem que dar bola nele. Pode nos ajudar bastante no jogo.

Bate-bola com Ademir, lateral-direito do Skenderbeu - 'O futebol é bem mais pegado e tático'

O que faltou no primeiro jogo?
O Dinamo é uma equipe qualificada. Eles tiveram domínio no primeiro jogo, mas o empate seria justo. Fizemos o 1 a 0, deu aquela expectativa, mas um jogador deles conseguiu acertar um chute no final do jogo que dificilmente acertará outro e fez o 2 a 1.

Como é o futebol na Albânia?
Bem mais forte, pegado. O futebol brasileiro é mais técnico. Eles chegam muito forte e cobram muito na parte tática. Alguns brasileiros não ficaram porque não aguentaram as cobranças, mas continuarei aqui.

Já pensou o que você fará com a sua parte do bicho de 1 milhão?
Ganhei 40 mil euros (R$ 164 mil) pela partida passada. Vou investir em apartamento. O presidente não tem nenhum tipo de patrocinador, ele que banca o clube. Ele sempre está tentando trazer brasileiro. O homem gosta muito de mim, o filho dele já até me deu relógio e perfume no ano passado. A gente não quer que tenha crise no Brasil, mas o euro está legal.


Você conhece a Albânia? Dois brasileiros elegeram o pequeno país de dois milhões de habitantes para se aventurarem no futebol europeu. Quando foram contratados pelo Skenderbeu, Ademir e Esquerdinha não imaginavam que poderiam jogar uma Liga dos Campeões. Mas o "sonho de videogame" pode se tornar realidade. Nesta terça-feira, às 15h45, o Skenderbeu enfrentará o Dinamo Zagreb (CRO) na partida de volta dos playoffs da principal competição europeia. A ida foi 2 a 1 para os croatas. Quem passar, carimba vaga na fase de grupos.

– Apesar de eu não entender nada de albanês, dá para ver no rosto dos caras a vontade de disputar a Champions. Podemos ser o primeiro time na história da Albânia a jogar o torneio (fase de grupos) – diz Esquerdinha, que chegou ao clube em julho de 2015, ao LANCE!.

Campeão nacional, o Skenderbeu garantiu vaga para jogar a fase classificatória da Liga dos Campeões, uma espécie de torneio entre clubes de países em posições medianas no ranking da Uefa. O objetivo da equipe era chegar até a fase atual, o último playoff, que coloca o derrotado na Liga Europa, o segundo principal torneio interclubes do continente.

– A pressão diminuiu bastante depois que conseguimos a vaga na Liga Europa. O país nos abraçou de um jeito legal. O presidente pedia muito para nós chegarmos lá. Agora ele diz para jogarmos tranquilos, mas está eufórico com a chance de disputar a Liga dos Campeões – conta o lateral-direito Ademir, ao L!.

O presidente do clube é Ardian Takaj, dono de um dos maiores resorts da Albânia. Para chegar aos objetivos, Takaj não se incomoda em abrir os cofres. Após a conquista da vaga na Liga Europa, o presidente deu 500 mil euros (R$ 2,05 milhões) ao elenco. O bicho dobrará se os atletas conseguirem bater o Dinamo Zagreb.

– Ele nos prometeu 1 milhão de euros (R$ 4,1 milhões). O salário médio dos atletas é de 6 mil euros (R$ 24 mil). Podemos ganhar quase um ano de salário – exalta Ademir.

Mas não é só o dinheiro que motiva os brasileiros do Skenderbeu.

– No primeiro jogo contra o Dinamo, falei para o Ademir que daria um jeito de entrar na frente e aparecer bastante. Fui o terceiro na fila. Quando ouvi o hino da Champions, arrepiei todo. Me senti um jogador de verdade pela primeira vez na vida. Imagina se fosse contra o Barcelona? – sonha Esquerdinha, fã de Neymar.

Bate-bola com Esquerdinha, lateral do Skenderbeu - 'Eles brincam por causa do 7 a 1'

Você chegou em julho de 2015. Como foi recepcionado?
Os albaneses não são de falar muito, de ficar brincando. Eles gostam muito dos brasileiros, dizem que somos extraordinários e temos muita técnica. Quando peguei mais intimidade, eles começaram a brincar comigo que tomamos 7 a 1 na Copa do Mundo. Eu não tinha o que falar (risos).

Você se adaptou bem?
Aqui falam inglês, italiano e albanês, mas não sei as línguas, então o Ademir me ajuda. Quando cheguei, me deram frutos do mar para comer, e eu não gostei. Como estamos hospedados no resort do presidente, os garçons já trazem arroz quando eu chego no restaurante. Mas sinto falta do feijão.

É possível bater o Dinamo, jogando lá na Croácia?
Temos chance. Perdemos muitos gols no primeiro jogo, faltou matar a partida. Temos um atacante muito bom, o Salihi, eu falo que ele é inteligente em português e ele já entende. Tem que dar bola nele. Pode nos ajudar bastante no jogo.

Bate-bola com Ademir, lateral-direito do Skenderbeu - 'O futebol é bem mais pegado e tático'

O que faltou no primeiro jogo?
O Dinamo é uma equipe qualificada. Eles tiveram domínio no primeiro jogo, mas o empate seria justo. Fizemos o 1 a 0, deu aquela expectativa, mas um jogador deles conseguiu acertar um chute no final do jogo que dificilmente acertará outro e fez o 2 a 1.

Como é o futebol na Albânia?
Bem mais forte, pegado. O futebol brasileiro é mais técnico. Eles chegam muito forte e cobram muito na parte tática. Alguns brasileiros não ficaram porque não aguentaram as cobranças, mas continuarei aqui.

Já pensou o que você fará com a sua parte do bicho de 1 milhão?
Ganhei 40 mil euros (R$ 164 mil) pela partida passada. Vou investir em apartamento. O presidente não tem nenhum tipo de patrocinador, ele que banca o clube. Ele sempre está tentando trazer brasileiro. O homem gosta muito de mim, o filho dele já até me deu relógio e perfume no ano passado. A gente não quer que tenha crise no Brasil, mas o euro está legal.