Atlético de Madrid x Barcelona

Griezmann foi o herói da classificação do Atlético nesta quarta-feira (Foto: AFP)

RADAR/POOL/LANCE!
13/04/2016
18:37
Barcelona (ESP)

O Atlético só havia vencido uma partida sobre o Barcelona nos últimos 19 encontros. Foi, justamente, há quase dois anos, quando os Colchoneros eliminaram o clube catalão que era treinado por Tata Martino. Agora, a história se repetiu. Também nas quartas de final.

A equipe de Simeone precisava de um gol e fez. Só que acabou ganhando de presente um no final da partida, ambos de Griezmann, o craque francês que poderia ser do Barça em 2011. O treinador argentino, enfim, venceu com todo o mérito Luis Enrique pela primeira vez.

O Barcelona não foi bem durante a primeira etapa. Durante todo o jogo quase não criaram perigo, falhou na posse de bola e passes. E nós sabemos que sem gol, sem prêmio. Apenas Iniesta, Mascherano, Piqué e Sergi Roberto se salvaram. A equipe catalã repetiu a atuação do fim de semana. Não soube superar o Atlético, como tinha ocorrido na ida no Camp Nou.


Para não deixar faltar nada, o árbitro Nicole Rizzolli evitou a chance do Barcelona disputar uma prorrogação ao não marcar um pênalti cometido por Gabi, muito menos mostrou o segundo amarelo ao capitão atleticano. Para quem reclamou de uma "injusta" expulsão de Fernando Torres no primeiro jogo, agora deveria fazer a mesma coisa.

O Atlético jogou como sempre, soube marcar o gol que precisava e se fechou atrás, esperando contra-ataques. Tirando a parte final da segunda etapa, os Colchoneros não tiveram muitos problemas e controlaram bem o duelo. Ganharam e se classificaram merecidamente.

A maldição do atual campeão da Liga dos Campeões continua. O detentor do título não consegue repetir a dose no ano seguinte. Agora a torcida do Barcelona se concentra no Bayern de Pep Guardiola contra Real Madrid, Atlético e Manchester City. Além disso, a temporada do Barça não será a mesma se o rival da capital faturar o 11º título continental, mesmo que a equipe catalã fatura o Espanhol e a Copa do Rei.

* Francesc Aguillar é jornalista do Mundo Deportivo