Eliminatorias - Paraguai x Brasil (foto:Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Dunga está sob pressão no comando técnico da Seleção (foto:Lucas Figueiredo / MoWA Press)

RADAR/LANCE!
30/03/2016
13:04
ABC Color (PAR)

Confira abaixo como foi a análise do ABC Color - jornal parceiro do pool do LANCE! - do empate em 2 a 2 dos paraguaios com a Seleção Brasileira, nesta terça-feira, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo:

"Em outros tempos, a Seleção Brasileira gerava um respeito diferente por causa de suas grandes figuras e o bom futebol. Hoje em dia, os Canarinhos dependem muito de suas individualidades. Mesmo lembrando que alguns seguem fazendo a diferença, o futebol da Seleção já não é o mesmo.

O Brasil chegou ao Paraguai sem Neymar, seu líder futebolístico e levando muitas dúvidas sobre um sucesso em Assunção depois do empate com o Uruguai. A este antecedente, somava-se o fato de que a Albirroja somou uma boa quantidade de pontos em duelos anteriores e deixou uma impressão respeitável contra o Equador, além de ter obtido três empates nos últimos três jogos contra os brasileiros (dois levando a decisão para os pênaltis, com vitórias paraguaias).

O Paraguai, por sua vez, chegou com a sensação de ser mais do que o rival de turno. Outro ponto a favor foi o apoio da torcida, que entendeu que era o momento ideal para fazer a sua parte e levar o selecionado paraguaio ao sucesso.

O time de Ramón Díaz começou pressionando. E o chute de Willian no início foi toda a produção canarinha no ataque na primeira meia hora, pois o Paraguai foi o dono do jogo, mesmo perdendo Jorge Benítez, lesionado, para a entrada de Roque Santa Cruz. Imprimindo um ritmo infernal, asfixiou um Brasil desesperado que se defendia como dava. Era bola na trave, Alisson salvando o arco brasileiro. Pressão e intensidade.

Depois dos 30 minutos, o ritmo diminuiu. Mas cada ataque era uma oportunidade clara de gol. O árbitro Wilmar Roldán, que presenteou os brasileiros com várias faltas, deixou passar uma mão clara de Miranda na área. Porém, graças ao lutador Darío Lezcano, veio o esperado gol que explodiu não apenas o estádio, mas todo um país. Veio o segundo tempo e o Paraguai não podia ter melhor início: Santa Cruz protegeu bola de três rivais e assistiu a Ortiz e este a Benítez que enviou a bola no fundo da rede.  

Somente perdendo por 2 a 0 que o Brasil tomou o protagonismo. E ainda mais após a lesão de Ortiz. O Brasil reteve a bola e o contra-ataque foi o principal argumento paraguaio para fazer dano ao rival.

O tempo passava e o Brasil não rompia a defesa paraguaia. Isso até o goleiro Villar não controlar um tiro de Hulk e Ricardo Oliveira fazer 2 a 1, num gol que entusiasmou os brasileiros, que foram em busca do empate. O Paraguai jogou no desespero do rival. Os últimos minutos foram sofridos porque o adversário cresceu e chegou ao empate com Dani Alves.

Lamentavelmente o Paraguai não pode sair de campo com uma vitória na grande partida que ocorreu em uma noite que era para ser de festa. A Albirroja sentiu o desgaste e o ponto somado teve um sabor amargo, de injustiça por tudo o que foi a partida.