João Mércio Gomes
27/10/2017
18:17
Rio de Janeiro (RJ)

'Faz a ceifada!'. Essa foi a frase mais ouvida por Henrique Dourado nesta sexta-feira, durante sessão de autógrafos na apresentação do novo uniforme tricolor. A comemoração característica que rendeu o apelido de 'Ceifador' ao atacante virou febre entre os torcedores. Não é por acaso: o camisa 9 balançou as redes 30 vezes na temporada e está perto de ultrapassar a marca de Fred pelo clube. Mas ele garante que ainda está longe de ser ídolo do Fluminense. 

- Status de ídolo, não. Tem muita coisa pra acontecer no clube e pra mim isso não existe ainda no meu vocabulário. Quero aos poucos construir minha história no Fluminense, aos poucos, pra virar um ídolo - afirma Dourado.

A primeira 'atuação' como garoto-propaganda foi melhor do que esperava. Mesmo sem se considerar ídolo, o artilheiro entende o peso que carrega atualmente para os torcedores, principalmente os mais jovens.

- Não sou muito de propaganda, a cara não ajuda - brinca.

- As crianças vêm tirar foto e ficam emocionados. O coração parece que vai saltar, ficam nervosas. Não temos a noção do que isso representa pra uma criança. Sei que nós jogadores mexemos com a paixão da torcida, então temos que reconhecer e sermos gratos.


O artilheiro, poupado contra Chapecoense, afirma que está apto para jogar contra o Bahia, no domingo, e contra o Flamengo, na quarta. Mas cada jogo é uma decisão e merece a concentração necessária. 

- Não adianta pensarmos na quarta se domingo tem jogo importante no Brasileiro. Vamos encarar o Bahia como um jogo decisivo também.