João Mércio Gomes
20/04/2017
08:05
Rio de Janeiro (RJ)

Único lateral-esquerdo de origem no elenco, o lateral Léo era, até então, absoluto no time titular. Desde que assumiu a posição, o camisa 15 deu conta do recado, tanto na defesa quanto no ataque. Logo no primeiro jogo do ano, deu assistência para Pedro na vitória sobre o Criciúma na Primeira Liga e balançou as redes pela primeira vez na Taça Guanabara. No Carioca, chegou a ficar cinco partidas seguidas com a defesa invicta.

Porém, nas últimas semanas, a média de gols sofridos aumentou e o rendimento na frente caiu. Ao mesmo tempo, o polivalente Marquinhos Calazans aproveitou as oportunidades com o time alternativo e ganhou moral com Abel Braga. Contra o Goiás no Maracanã, a substituição no intervalo surtiu efeito e a ansiedade da equipe foi embora depois do garoto de 20 anos acertar belo cruzamento para o capitão Henrique abrir o placar. É cedo para ganhar a vaga na lateral?

- Não tem o negócio de ser cedo ou não. Com certeza o momento do Calazans chegará, tem jogado bem. O Léo faz tudo bem, só termina mal as jogadas. Por ser atacante, o Calazans tem muita velocidade, sabe tirar melhor do adversário que o Léo. Mas isso de titularidade tem muito a ver com o adversário - explica Abel.

Para o clássico contra o Vasco, neste sábado, pela semifinal do Carioca, a tendência é que Léo continue no time titular. A estatura e noção de posicionamento são pontos importantes para Abel, que listou as principais armas do rival.

- Léo tem uma impulsão muito boa e isso conta muito. Fluminense tem jogadores baixos: Wendel, Marcos Jr, Sornoza. A bola parada do Vasco é muito boa, tem uma exímio cobrador que é o Nenê, um Luis Fabiano, um Rodrigo, os caras sabem jogar a bola na área. Eles têm um lado direito muito forte, com Pikachu, Gilberto, que tem uma marcação boa - concluiu o treinador.