Abel Braga - Treino no CT Pedro Antonio

Abel terá trabalho pela frente (Foto: Lucas Merçon/Fluminense F.C.)

LANCE!
04/10/2017
07:55
Rio de Janeiro (RJ)

Sem vencer há cinco jogos no Brasileirão, o Fluminense se afunda cada vez mais na tabela e a distância para zona de rebaixamento é de apenas um ponto. O momento é preocupante: cobranças da torcida, desfalques importantes e sequência difícil pela frente. A pausa para as Eliminatórias vem em boa hora para arrumar a casa e mudar, não apenas a postura, como a formação tática.

A semana sem jogos é ideal para recuperar os atletas voltando de lesão. Sornoza, que ainda não jogou 90 minutos desde maio, retomou a titularidade e busca recuperar a boa forma. Além dele, a expectativa pela volta de Renato Chaves e o capitão Henrique é grande e será definida durante a semana.

O período longe dos estádios também pode amenizar o clima tenso que se instalou nas Laranjeiras. No desembarque da delegação após derrota para o Grêmio, domingo, cobranças à diretoria e atletas. Tratado como 'paizão' pelo elenco, Abel alertou recentemente que os protestos poderiam prejudicar os jovens.

Por fim, a convocação de Orejuela pode acarretar em mudanças na formação. Desde julho, contra o Coritiba, Abel implantou o esquema com três volantes - e os resultados pioraram. Sem o equatoriano nos próximos dez dias, o treinador tem tempo para testar Wellington e Sornoza juntos novament

Trinca de volantes não funciona e Fluminense leva mais gol do que faz

No primeiro semestre, o Fluminense surpreendeu com um futebol rápido e leve, que o levou à final do Carioca. No Brasileirão, com adversário mais fortes e lesões de jogadores importantes, como Sornoza e Douglas, o esquema mudou. Abel tirou uma das peças ofensivas e implantou um esquema com três volantes para dar segurança à defesa. Mas, nos números, não funcionou.

Desde a vitória contra o Coritiba, onde Abel escalou a trinca pela primeira vez, foram 17 partidas, com cinco vitórias, cinco empates e sete derrotas. O ataque, que chegou a ser o melhor do Brasil em junho, fez 17 gols, média de um por jogo. A defesa piorou: foram 20 gols sofridos durante o período, somando Brasileirão, Sul-Americana e Primeira Liga.

A formação ideal com três volantes, com Orejuela, Douglas e Wendel, só jogou seis vezes mas não encaixou - foram quatro derrotas, um empate e uma vitória. Além deles, os volantes Marlon Freitas, Richard e Mateus Norton também tiveram chances. Luiz Fernando e Pierre, lesionados, não jogaram com esse esquema.

No primeiro semestre, o Fluminense surpreendeu com um futebol rápido e leve, que o levou à final do Carioca. No Brasileirão, com adversário mais fortes e lesões de jogadores importantes, como Sornoza e Douglas, o esquema mudou. Abel tirou uma das peças ofensivas e implantou um esquema com três volantes para dar segurança à defesa. Mas, nos números, não funcionou.

Desde a vitória contra o Coritiba, onde Abel escalou a trinca pela primeira vez, foram 17 partidas, com cinco vitórias, cinco empates e sete derrotas. O ataque, que chegou a ser o melhor do Brasil em junho, fez 17 gols, média de um por jogo. A defesa piorou: foram 20 gols sofridos durante o período, somando Brasileirão, Sul-Americana e Primeira Liga.

A formação ideal com três volantes, com Orejuela, Douglas e Wendel, só jogou seis vezes mas não encaixou - foram quatro derrotas, um empate e uma vitória. Além deles, os volantes Marlon Freitas, Richard e Mateus Norton também tiveram chances. Luiz Fernando e Pierre, lesionados, não jogaram com esse esquema.