CT

Projeção da fachada divulgada pelo clube no início do projeto do Centro de Treinamento (Foto: Divulgação)

Vinícius Britto
10/03/2016
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

Um sonho antigo e cada vez mais próximo de se concretizar. O Centro de Treinamento vai se tornando uma realidade no Fluminense. Com as obras adiantadas, a tendência é que o elenco possa iniciar os treinos no local no início de outubro, quando ele será oficialmente inaugurado. O CT tricolor – que ficará na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca – vai contar com três campos oficiais, além das áreas de suporte – lavanderia e depósito – e de futebol, como vestiário, fisioterapia, piscina e área de recuperação dos atletas. 

É consenso no clube que, para se adequar as exigências e necessidades do futebol atual - muito evoluído técnica e taticamente - o clube precisava dispor de uma infraestrutura maior e de maior qualidade. Por conta desta necessidade, o projeto conseguiu sair do papel e se tornar uma realidade:

– O projeto foi feito, primeiramente, pensando em nossa necessidade diária. O futebol treina nas Laranjeiras e conhecemos nossas deficiências. O grande problema lá é a falta de espaço, tanto no vestiário, na academia, quanto na preparação atlética. Nós tínhamos uma dificuldade em relação ao tamanho do nosso espaço para trabalhar – disse o vice-presidente de Projetos Especiais do Fluminense, Pedro Antônio, ao LANCE!.

Em meio as obras no projeto inicial do Centro de Treinamento, o planejamento foi sendo alterado. Buscando melhor a estrutura disponível, uma visita da equipe da Michael Johnson Performance - instituto norte-americano de preparação atlética que é parceiro da base - determinou a construção de uma pista de corrida entre o setor de fisioterapia e um dos campos. 

– Um dos campos já está adiantado, em processo da entrada do sistema de irrigação. Depois faltará somente o nivelamento final. O segundo está com algumas dificuldades e estamos estudando soluções. Em relação as novas mudanças, serão realizadas. Foi uma solicitação da equipe do Michael Johnson Performance, um dos consultores da preparação atlética do Fluminense. No Brasil, eles fazem a preparação atlética do time paralímpico do Brasil. O Fluminense já tem o trabalho deles contratado para Xerém e em breve deve estar atuando também na área do profissional – revelou o VP de projetos.

Ele lembrou também de outras particularidades do novo CT que irão contribuir com o trabalho do departamento de futebol do clube. Desde a nova iluminação do campo até a profundidade da piscina para o trabalho físico de recuperação:

- O campo terá um projeto de iluminação noturna para um treinamento à noite. O CT terá uma sala de aquecimento similar ao que se encontra no estádio, importante na preparação atlética. A piscina terá três profundidades diferentes. Vai ser uma instalação muito mais ampla, de um modo geral.

Empolgado com a sequência do trabalho, Pedro Antônio comentou que o projeto será um marco na história do clube. Sem a limitação exercida pelo espaço físico das Laranjeiras, o clube ganhará maior condições de trabalho:

– É um projeto de mais de 50 anos. O Fluminense precisava de áreas maiores de execução. Mudará completamente a nossa estrutura. Existe o clube pré e pós CT. Sem a limitação de espaço das Laranjeiras - valorizou.

Dirigente que bancou início da obra

Inicialmente sem recursos para a construção do Centro de Treinamento, no início do projeto no ano passado, Pedro Antônio fez o investimento inicial para que a construção do CT tivesse andamento. Depois, ele foi sendo ressarcido pela direção conforme o dinheiro entrava nos cofres tricolores. Seja por vendas de jogadores do elenco ou por meio de outros fundos:

– O Fluminense tem um calendário de disponibilidade orçamentária. E tem feito reembolsos. Se seguirmos nesse processo, tudo vai ser pago. No início da obra, não havia recurso para a construção do CT. Desde junho do ano passado até fevereiro desse ano, eu fui pagando. Depois, entrou os recursos no caixa do clube e deu uma equilibrada. Mesmo assim, apesar de estar previsto contratualmente, nunca cobrei e nunca recebi um centavo de comissão – finalizou o vice de projetos especiais, que estipulou um gasto entre R$ 23 e 29 milhões até o final da obra. Isto contando com construção, sistema de aterro e o desenvolvimento de outras obras não inclusas no projeto principal.