Antes aliados, Mário Bittencourt estão em lados opostos na eleição presidencial do Fluminense

Antigos aliados, Mário Bittencourt e Celso Barros estão em lados opostos agora (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

Bernardo Cruz e Matheus Dantas
23/11/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A reportagem do LANCE! procurou o candidato Mário Bittencourt e o atual presidente do Fluminense, Peter Siemsen, para darem suas versões sobre os encontros relatados por Celso Barros durante sua entrevista exclusiva, que foi publicada nesta quarta-feira. Nela, o ex-presidente da Unimed afirma que foi convidado pelos dois para fazer parte das chapas que também concorrem à eleição presidencial do clube, a ser realizada no próximo sábado, dia 26.

O cabeça da chapa “Fluminense Me Domina” confirmou que esteve com Celso Barros no dia 12 de novembro, mas negou a tentativa de aliança. Além disso, Mário Bittencourt que esteve "de portas abertas" para receber o apoio do ex-presidente da Unimed-Rio, o que não aconteceu.

- Fizemos reuniões, antes de inscrição das chapas, com algumas pessoas. Com o Celso, inclusive. Na verdade, eu e Tenório estivemos lá e o Celso nos informou que o presidente Peter levou a ele uma pesquisa. Nela, eu estava em situação de empate com o candidato da situação e o Celso em terceiro. Peter então propôs ao Celso uma junção de chapas com o candidato Abad para nos derrotar. Mas o Celso negou, dizendo que seria candidato. Quando estivemos com ele, nessa ocasião, nos disse que não abria mão de ser candidato. E nós dissemos que também não, já que estávamos em situação de empate com o candidato da Flusócio. Estamos consolidados há 5 meses e dissemos a ele que caso quisesse aderir e nos apoiar, estaríamos de portas abertas. Veja que a situação segue, ou seja, Cacá juntou sua chapa com a do Abad, em uma aliança estranha, para poder ganhar a eleição a qualquer preço. Eu e Tenorio não fazemos acordo a qualquer preço porque estamos falando do futuro do clube que amamos. Acho que agora está mais do que claro que somos a chapa com as mais sólidas propostas de mudança e a verdadeira oposição - afirmou Mário.

Já Peter Siemsen também confirmou que se encontrou com Celso Barros na casa do médico. Contudo, afirmou que o fato aconteceu após o genro do candidato que sugeriu um encontro com o ex-presidente da Unimed.

– O genro do Celso falou comigo que ele estava preocupado com a eleição. Avisei que não havia problema nenhum. Aí ele me pediu que eu estivesse com ele. A ideia do Celso era convidar o Pedro Abad para ser o seu vice. Afirmei que isso não aconteceria, pois a candidatura do Abad era forte e ainda tinha o apoio do Pedro Antonio. O Celso, que me recebeu muito bem, falou que estava negociando com o Mário, que poderia ser o cabeça de chapa com o apoio dele. Eu falei: “Segue esse caminho, porque aqui não vai acontecer. Respeito muito sua trajetória no Fluminense e te desejo boa sorte na caminhada” – declarou.

Mário Bittencourt é o nome principal da chapa "Fluminense Me Domina", e tem como VP Geral Ricardo Tenório. Já Celso Barros e seu vice Ademar Arrais fazem parte da chapa "Todos Pelo Fluminense", enquanto Pedro Abad e Cacá Cardoso compõem a "Somos Fluminense", que é a chapa de situação apoiada por Peter Siemsen, atual mandatário do Tricolor.

O pleito presidencial será no sábado, das 9h às 18h, no Salão Nobre da Sede das Laranjeiras. O sucessor de Siemsen comandará o clube nos próximos três anos.