Marcos Junior (Foto: Fluminense/Divulgação)

Marcos Junior (Foto: Fluminense/Divulgação)

Matheus Babo
28/11/2015
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

Quando o Fluminense iniciou a pré-temporada, em janeiro, nem Marcos Júnior esperava que terminaria a temporada tão valorizado, como titular do time e terceiro artilheiro da equipe em 2015. Feliz com o sucesso, o jogador conversou com a reportagem antes da partida contra o Internacional, hoje, às 19h30, no Maracanã, com transmissão em tempo real pelo site do LANCE!, e falou que vive o melhor momento da carreira.

– Com certeza essa foi minha melhor temporada. Esse ano, individualmente falando, foi o melhor. Em 2012 eu tive a oportunidade de ser campeão carioca e brasileiro, com o Abel. Consegui jogar também, mas nesse ano foi totalmente diferente. Virei titular, tive sequência, consegui participar de muitos jogos e espero continuar assim em 2016 – disse.

E o ano só foi bom graças ao capitão do time. Parceiro de Marcos Júnior, Fred conversou com a diretoria no início do ano e pediu para que o atacante não fosse emprestado. O resultado? O jovem conta:

– O Fred é um cara muito parceiro. Ninguém sabe o que aconteceu no começo do ano. Foi ele quem me colocou no grupo. Se não fosse ele, de chegar nos caras, conversar, eu não estaria no elenco. Ele me dá muito conselho, desde 2012. É um cara que eu tenho maior respeito. Até nas duras, eu procuro escutar. Ele é mais velho, entende do que está falando. Me dá muita moral.

Com moral dentro e fora de campo, Marcos Júnior – que é uma das opções do clube para fazer caixa – revela que pretende ter pelo menos mais uma temporada atuando com regularidade antes de ser negociado. O tricolor pode ficar tranquilo, 2016 será o ano da afirmação.

CONFIRA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA:

BALANÇO 2015
Esse ano para mim foi excelente, comparando aos outros anos que tive aqui no Fluminense. Nesse ano eu tive mais regularidade, joguei mais e pude ajudar a equipe do Fluminense.

DE QUASE EMPRESTADO EM JANEIRO A TITULAR NO FIM DO ANO
Foi o dia a dia. O primordial foi esse dia a a dia. Minha cabeça mudou também, meu trabalho. Quando as coisas acontecem fora de campo bem, acho que dentro de campo vai ajudando muito. Esse ano foi excelente por causa disso, extracampo deu tudo certo. Foi nota 10.

EXTRACAMPO - VAI SER PAI EM BREVE - MUDOU O COMPORTAMENTO
Me ajudou ser emprestado. Antigamente eu não ligava muito para alguns trabalhos que aconteciam aqui. Ficava um pouco desmotivado porque me machucava bastante, isso me atrapalhava bastante. Não conseguia focar direito, fiquei bem desanimado. Meu filho está vindo, estou tendo mais responsabilidade, não só dentro, mas fora de campo também. Espero ter essa continuidade em 2016.

RELAÇÃO COM CRISTOVÃO, ENDERSON E EDUARDO BAPTISTA
Vou citar o nome de três: Cristovão, Enderson e o Eduardo agora. O Drubscky eu não tive muito contato. O Cristovão quando cheguei, eu treinava separado, ele me colocou no time, tive algumas chances no Carioca, mas estava sem ritmo. Não culpo ele, culpo a mim, que não estava preparado. O Enderson chegou e acabou que eu quase fui emprestado. Se não fosse ele para confiar em mim eu não estaria aqui agora. O Eduardo Baptista está gostando do meu trabalho, vem me dando confiança e espero ser titular com ele no ano que vem.

EDUARDO BAPTISTA QUER ELES MAIS UM ANO
Concordo com essa ideia dele. Meu pensamento é ficar por pelo menos mais uma temporada completa aqui no Fluminense. Não sei o que vai acontecer depois, mas meu foco é jogar bem aqui. Quem sabe, depois jogar lá fora. Tenho esse sonho, acho que todo jogador pensa em atuar na Europa, comigo não é diferente, mas nesse momento minha vontade é ficar aqui.

RESOLVE - APELIDO PREJUDICOU?
Não, eu sempre levei na esportiva. O Deco brincava comigo, ele falava todos os dias nos treinamentos. Mas ficou. Até hoje, quando eu faço um gol, todo mundo fala que eu resolvi. Levo na brincadeira, não atrapalhou em nada não.

RELAÇÃO COM RONALDINHO
Ronaldinho é parceiro. É um cara tranquilo, na dele. Teve até uma curiosidade. Eu estava brincando com a bola, aí ele olhou para mim e falou: 'Oh, esse aí fui eu quem inventou'. Eu comecei a rir e deixei a bola de lado. Ele também conversava comigo. É um cara do bem.

OLIMPÍADAS
Meu pensamento agora ainda não é em jogar as Olimpíadas. Mas quem sabe, começar muito bem no ano que vem, fazendo gols, apesar da concorrências forte. Santos, Palmeiras, Internacional tem jogadores jovens que já estão lá, são grandes talentos. Mas estou aí, quem sabe não aparece uma oportunidade para mim.