Jogadores sabem que não estão nos planos do Flu, mas resistem em sair

Fernando Veiga, VP de Futebol, afirma que diretoria trabalha em duas frentes neste início temporada: fazer contratações pontuais e negociar atletas fora do perfil do clube

Osvaldo não faz parte do perfil desejado pela diretoria tricolor
(Foto: Reprodução Flickr Fluminense)

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O número de 36 jogadores profissionais é um problema para o Fluminense. A diretoria trabalha para deixar o plantel tricolor com 28 a 30 jogadores, como é o desejo do treinador Abel Braga e sua comissão técnica. Fernando Veiga, vice-presidente de Futebol, comentou que a o departamento de futebol trabalha em duas frentes neste início de temporada: reforços e negociações por saídas.

Com uma situação financeira que "não é confortável", segundo o presidente Pedro Abad, o clube quer abrir espaço na folha salarial para trazer novos reforços. O problema, no entanto, é que os jogadores que não se encaixam no novo perfil do Tricolor - financeiro e técnico - resistem em deixar o Fluminense.

- É verdade (há jogadores que receberam ofertas e não querem sair). Temos um perfil que queremos trabalhar este ano. Alguns atletas que não temos o interesse de ficar já sabem disso. Procuramos ser o mais transparente possível e conversamos com os jogadores e seus representantes e alguns, infelizmente, não querem sair, mesmo sabendo que não farão parte do elenco. É uma opção dos atletas com contrato. É complicado. O atleta sem jogar não aparece para o mercado - afirmou Fernando Veiga, antes de emendar:

- Temos negociações em andamento. Temos atletas que foram procurados por outros clubes.

É costume na nova diretoria do Fluminense, do presidente Pedro Abad e do grupo que comanda o departamento de futebol, como Alexandre Torres e Marcelo Teixeira, não comentar nomes. Com Fernando Veiga não é diferente.

O VP de Futebol não quis confirmar quais nomes estão fora dos planos da diretoria, mas alguns deles já são conhecidos. Segundo Abel Braga, alguns são atletas que "não deram liga em 2016", mas a questão salarial é determinante.

É o caso do zagueiro Gum, que teve sua saída perto de concretizada, mas as negociações esfriaram. O atacante Osvaldo teve sua transferência para o Botafogo estudada, mas não aceitou o salário oferecido pelo rival alvinegro. Danilinho, Henrique Dourado e Pierre são nomes na lista de negociáveis.

Confira outras respostas de Fernando Veiga, VP de Futebol do Fluminense:

1. A direção e comissão técnica avalia alguma posição como a mais carente de reforços?

Não vou falar de posição porque acaba complicando a situação do jogador que está aqui treinando. Nós estamos procurando nos reforçar da melhor maneira possível. Vamos ter um elenco forte e a torcida pode ter certeza disso. Abel, mesmo com o elenco não estando fechado, está muito satisfeito. Os treinos têm sido muito bons. Está satisfeito com os garotos, com os novos reforços. O Sornoza está tendo uma adaptação muito boa, parece que está no Fluminense há dois anos. Vamos ter uma time forte e competitivo este ano para apagar a imagem que ficou do fim do Brasileirão do ano passado. Precisamos dar uma satisfação. O Fluminense não é clube para ficar dez jogos sem vencer.

2. São três novos nomes confirmados para 2017: Sornoza, Orejuela e Lucas. A torcida pode esperar mais reforços?


Não podemos esquecer dos jogadores que retornaram e vão reforçar o nosso elenco esse ano. É o caso do Reginaldo, que fez uma Série B muito boa pelo Vila Nova, o Luiz Fernando, que se destacou no Flu Samorin, o Renato, que fez um campeonato excelente pelo Avaí... Então, nós reforçamos o elenco e estamos atentos ao mercados. Vamos reforçar. Nós não comentamos nomes, é muito complicado manter a negociação quando o nome já está sendo falado na mídia. Estamos buscando jogadores de acordo com as necessidades que a diretoria vê e que o técnico Abel Braga nos indica.

3. Por conta da situação financeira difícil do clube, a saída de outros jogadores é fundamental?
Já negociamos cerca de 26 jogadores desde que Pedro Abad assumiu (a presidência). O elenco é grande e é complicado para o treinador trabalhar com 35, 40 jogadores. O ideal é entre 28 e 30. Precisamos dar uma enxugada no elenco. Nós trabalhamos em duas frentes simultaneamente: reforçar e negociar. Até pela questão financeira, são jogadores que não se encaixam no perfil que a diretoria entende, dentro do perfil que Abel pretende trabalhar e alguns jogadores têm um salário bastante alto. Temos que fazer essa engenharia para reforçar e fazer essas negociações de dispensa.

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