Gustavo Scarpa

Mailson Santana/Divulgação

Matheus Dantas
16/01/2018
08:05
Rio de Janeiro (RJ)

Após o anúncio de Gustavo Scarpa pelo Palmeiras, com contrato de cinco anos, o Fluminense entrou com um recurso na Justiça para derrubar a liminar que o livrou do vínculo com o clube carioca. O Tricolor, como havia prometido após o mandado de segurança do jogador, está indo "até as últimas consequências para fazer valer seus direitos", ou seja, não perder o seu camisa 10 de graça.

Agora, com a ação do Fluminense, um grupo de desembargadores julgará e analisará a decisão do desembargador que concedeu o mandado de segurança a Gustavo Scarpa na última semana. Se a liminar for derrubada, o contrato do meia volta a ser válido com o Flu, assim como seus direitos ligados ao Tricolor.

Ainda não há definição da data para a decisão dos desembargadores.

O Palmeiras tenta evitar um maior imbróglio judicial e se proteger caso a liminar seja derrubada. Antes do anúncio oficial da contratação de Gustavo Scarpa, o presidente Maurício Galiiote entrou em contato com o presidente Pedro Abad para informar que tinha avançado na conversa com o meia, mas colocava-se a disposição para oferecer uma contra-partida ao Tricolor.

O Fluminense trata o caso com cautela, mas o fato é que o clube quer reforçar seu elenco com, no minimo, mais quatro peças: um goleiro, um zagueiro. um volante e um meia. Para a vaga do volante, o Tricolor está perto de um acordo com Airton, ex-Flamengo e que defendeu o Botafogo nas últimas temporadas.

RELEMBRE A NOVELA

O caso "Scarpa x Flu" começou em 22 de dezembro de 2017, quando o jogador acionou o clube na Justiça, por conta de vencimentos atrasados, como salários, direito de imagem, férias e 13º dos últimos dois anos, reclamando a rescisão contratual indireta e imediata, além de valores que ultrapassam R$ 9 milhões.

Em janeiro, o meia não se reapresentou ao clube no dia 3 de janeiro, tampouco justificou sua ausência. Dias depois, veio a público o processo na Justiça, e o Flu correu para pagar parte da dívida. A rescisão indireta foi inicialmente negada pela juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. A decisão, segundo a magistrada, seria temerária, pois teria efeitos "irreversíveis, com prejuízos para as partes e também no que diz respeito a terceiros".

Foi depois desta decisão que Scarpa entrou com o mandado de segurança e teve a liminar aceita, o deixando livre para assinar com qualquer outro clube.

Já no fim de 2017, após o Campeonato Brasileiro, a saída de Gustavo Scarpa do Fluminense era uma realidade. O meia virou alvo de São Paulo, Corinthians e Palmeiras. As ofertas dos dois primeiros não agradaram ao Tricolor. Já com o Verdão, estava tudo certo entre os clubes. No entanto, o meia não aceitou o empréstimo por apenas uma temporada - queria por dois anos - e o negócio não avançou. Em troca, o Fluminense receberia três jogadores do Palmeiras.