Edson - Santos x Fluminense - Campeonato Brasileiro (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press)

Edson comemora: em 2016, volante só marcou uma vez (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press)

Matheus Dantas
08/12/2016
07:40
Rio de Janeiro (RJ)

Uma última oportunidade para mostrar serviço. O elenco do Fluminense entende que a partida diante do Internacional, no domingo, é uma grande chance de ganhar pontos com a futura comissão técnica e permanecer nas Laranjeiras em 2017. Especialmente aqueles atletas que foram esquecidos no segundo turno do Brasileiro, como Edson, ou jovens valores, como Pedro.

A antecipação das férias de 12 jogadores pode abrir uma brecha para tais nomes, já que titulares como Gum e Pierre foram liberados. Nos treinos, Marcão não tem dado dicas do time que começará o jogo no Estádio Giulite Coutinho, mas quem entrar em campo jogará com o máximo de seriedade.

- Vamos jogar como uma decisão. Eu, particularmente, não venho realizando muitos jogos. É uma oportunidade de motrar que tenho condições de estar no grupo (no ano que vem). Estou dando o meu exemplo, mas vários jogadores pensam assim. Estamos focados nessa partida. Precisamos deixar uma boa impressão - afirmou Edson, nesta quarta, após o treino no CT Pedro Antonio.

Confira outras respostas do volante na coletiva de quarta, no CT:

​Qual seu balanço dessas três temporadas no Fluminense?
Só tive alegrias. Ficamos tristes pelas derrotas, mas fora muito mais momentos alegres. Quero sempre jogar e respeito meus companheiros. Próximo jogo é domingo e quero ganhar meu espaço novamente. Não deia de ser um jogo muito importante. Fico maluco quando não jogo, fico chateado, não durmo direito. Mas temos que acatar a decisão do treinador. Ele é pago para escalar e eu sou pago para jogar. Durante a minha trajetória, tenho críticas grandes nesse segundo turno. Fiz apenas cinco jogos, é muito pouco. Mas tenho minha parcela de culpa. Nem sempre só minha. Às vezes você está apto a jogar e não recebe oportunidade. É difícil.

Há uma campanha da torcida para rebaixar o Inter. Existe essa conversa entre os jogadores?
Já conversamos muito e estamos fazendo pouco, é irônico. O dirigente do Inter sabe que deu declarações infelizes após o acidente. Talvez porque ele não tenha perdido ninguém próximo. De todos que se foram, eu tinha um amigo particular (Lucas Gomes), mas sinto por todos. Na semana passada ele passou dois dias de folga na minha casa.

O jogo contra o Inter será uma chance para homenageá-lo?
Da minha parte, tudo será em sua homenagem. Claro que também para todos os outros, os familiares, mas mais para o Lucas. Meus 100 jogos serão para ele. Se eu fizer um gol será para ele. Ele parecia que era meu irmão de sangue.