Cuca - Coritiba x Atlético-MG (Foto: Felipe Gabriel/LANCE!Press)

Treinador aceitou se reunir com a cúpula tricolor e irá ouvir proposta  (Foto: Felipe Gabriel/LANCE!Press)

Patrick Monteiro e Vinícius Britto
01/03/2016
16:19
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente Peter Siemsen falou que seria 'espetacular'. E o negócio, antes quase descartado, voltou a se tornar possível. Procurado pelo clube, Cuca aceitou antecipar sua volta ao futebol brasileiro e o treinador irá se reunir com a cúpula tricolor e seu empresário, Eduardo Uram, para abrir as negociações. Antes receoso por conta dos problemas familiares e por querer estudar mais o futebol europeu, ele falou que só iria aceitar assumir algum clube em maio. Contudo, o técnico mudou de ideia e resolveu que irá ouvir o projeto do Fluminense e, assim, tomar uma decisão.

Cuca sempre foi o nome preferido da diretoria tricolor para assumir o clube. Por conta do desejo de voltar a trabalhar somente em maio, o nome do técnico havia sido descartado. A diretoria não queria perder quase dois meses - com jogos decisivos do Carioca - sem um treinador para ir se familiarizando com o elenco e o ambiente vivido nas Laranjeiras. Desta forma, Levir Culpi foi procurado e o clube chegou a abrir negociações com o ex-treinador do Atlético-MG, que recebia R$ 350 mil no Galo.

Tudo mudou no começo desta semana. Cuca anunciou que aceita ouvir o projeto tricolor e antecipar sua volta ao futebol brasileiro. Desta forma, o Fluminense dará preferência ao treinador que já teve duas passagens pelo clube - uma em 2008 e outra entre 2009/2010 - e é muito querido pela torcida, que chegou a cantar o seu nome no clássico contra o Botafogo, no Kleber Andrade, mesmo com Eduardo Baptista ainda no comando.

Nome preferido entre diretoria, conselheiros e membros da Flusócio - um dos maiores grupos políticos do clube e que apoiou o presidente Peter Siemsen nas eleições - Cuca é visto como muitos como o nome ideal para assumir o clube. O que pesa contra é o salário elevado - já que o Tricolor não vive boa situação financeira e o técnico recebia mais de R$ 1 milhão mensais na China. Portanto, tudo dependeria do interesse do técnico em aceitar uma redução salarial para o negócio ser concretizado.