Matheus Dantas
06/08/2016
05:30
Rio de Janeiro (RJ)

Em um dos cartões portais da cidade que recebe os Jogos Olímpicos, o Aterro do Flamengo, o meio-campista Cícero sentou-se e conversou com dezenas de jovens que sonham em seguir seus passos e tornar-se um jogador de futebol profissional. Além de ser exemplo para a garotada, o jogador também passou a ser uma das grandes referências para o elenco do Fluminense, principalmente depois que o centroavante Fred deixou as Laranjeiras após seis anos.

- É válido você poder passar um pouco da sua vida, do que você já presenciou lá atrás e passa hoje também, seguindo a carreira. Para os mais novos, que estão começando, a gente busca direcionar eles para um caminho do bem e, ao mesmo tempo, passar uma mensagem para ele: irem sempre atrás de seus objetivos - comentou o camisa 7 do Fluminense, antes de completar:

- Para mim é muito gratificante poder estar passando um pouco do que eu já vivi e sei que a nossa responsabilidade é muito grande - avaliou Cícero.


Natural da cidade de Castelo, no Espírito Santo, Cícero já é um jogador rodado. Em sua segunda passagem pelas Laranjeiras, o volante também atuou por Bahia, Figueirense, São Paulo e Santos no Brasil. Na Alemanha, defendeu o Wolfsburg e o Hertha Berlin, e antes de retornar às Laranjeiras em 2015 estava atuando pelo Al-Gharafa, do Catar.
A intimidade com a bola é antiga, revelou o artilheiro do Fluminense em 2016, com 12 gols marcados. Em toda sua carreira são 158, sendo 45 pelo Tricolor.

- Eu falo que o futebol na minha vida foi tudo. Se não fosse esse pedaço de couro eu não sei o que eu seria hoje. Eu já nasci para fazer isso. Vou falar, eu era fominha de bola para caramba na minha cidade. Às vezes, saia para jogar bola na chuva e minha mãe ia atrás de mim. Sempre foi assim na minha vida.

Após o bate-papo promovido por sua patrocinadora de material esportivo, o camisa 7 do Tricolor conversou com a reportagem do LANCE! e falou sobre as expectativas para a temporada. Vivendo um de seus melhores momentos na carreira, Cícero encara com naturalidade ser um dos líderes no Fluminense.


No entanto, o meio-campista faz uma ressalva: para que o time comandada por Levir Culpi tenha sucesso no segundo semestre deste ano será preciso que todos jogadores do elenco assumam a sua parcela de responsabilidade.
- A liderança é dividida entre todos jogadores. Acho que como um conjunto nós nos tornamos mais forte assim do que se tivermos apenas um líder. Hoje a liderança é de todos. Mas é lógico, quando você tem boas apresentações, faz gols, é o artilheiro do time, a responsabilidade aumenta. Isso sempre teve na minha carreira, mas a carga não pode estar em cima de um só atleta porque ele é o artilheiro. Quem é um pouco mais velho acaba tendo que segurar um pouco mais, é normal. Mas vou frisar novamente, a liderança dentro de campo tem que ser de todos. Vejo o nosso time no caminho certo - comentou Cícero.