Edson

Edson está bem neste retorno ao time do Fluminense (Foto: Nelson Perez/FFC)

Matheus Babo
19/05/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Edson chegou ao Fluminense em junho de 2014 e rapidamente conquistou espaço no time. Virou titular em poucos meses e conquistou o carinho da torcida tricolor. A temporada 2015 era para ser de afirmação, mas foi de aprendizado. O volante teve um problema no púbis e decidiu atuar no sacrifício. O resultado foi a perda da titularidade. Um novo ano chegou e com ele, a oportunidade de recomeçar. Titular nos dois últimos jogos, quando a equipe mostrou um bom futebol, Edson lembra dos momentos complicados.

– O Enderson me sacou, depois me colocou outra vez, mas eu acabei saindo de vez mesmo com o Eduardo Baptista. Analisando com calma hoje acho que eu paguei por querer dar uma de "herói". Eu já vinha jogando com fortes dores no púbis há muito tempo e, como estávamos indo bem naquele momento, acabei não parando para tratar e forçando a barra para jogar. Logicamente que o meu rendimento acabou caindo e consequentemente deu no que deu. Aprendi, nunca mais vou repetir isso, mas não guardo nenhuma mágoa de ninguém. São águas passadas. Vida que segue. Desejo toda sorte ao Enderson e ao Eduardo – disse o volante, ao LANCE!

A volta ao time foi em um momento difícil. Apesar da conquista do título da Primeira Liga, o elenco vinha sendo muito cobrado por conta da eliminação no Campeonato Carioca e pela atuação na primeira partida diante da Ferroviária. Seguro nos dois jogos em que entrou, Edson diz que sai com a sensação de deve cumprido e evita cobrar a titularidade:

– Essa é uma questão que cabe somente ao professor Levir. Procurei cumprir com o meu papel, jogar com garra e dedicação que o Fluminense merece, e graças a Deus as coisas aconteceram de forma positiva. Agora o futuro a Deus pertence. Independente do que aconteça, eu posso dizer que hoje eu recuperei a alegria de jogar que eu tinha há tempos atrás. Acho que isso tem muito a ver com a chegada do Levir, com a maneira sincera dele trabalhar, de falar a verdade para o jogador. Eu sei o que esperar e isso é algo que me deixa tranquilo e com ânimo para trabalhar mais e mais.

Para retomar a vaga de titular, Edson tem concorrentes fortes no elenco: o experiente Pierre, o jovem Douglas e um dos destaques do grupo, Cícero. No entanto, isso não parece assustar o jogador, que aos poucos vai surpreendendo e recuperando o espaço assim como fez quando chegou às Laranjeiras. Quem ganha é Levir e o Fluminense.

CONFIRA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA:

Você foi comprado pelo Fluminense no ano passado e é um jogador jovem. Sonha com uma transferência para o exterior no futuro?

Eu trabalho com etapas. Quero me firmar, ganhar títulos no Fluminense e me estabilizar aqui. Isso acontecendo, as demais coisas aparecerão com naturalidade. Nesse momento, posso garantir que isso não passa pela minha cabeça.

Apesar da reserva nestes últimos meses, você é um dos jogadores mais queridos pela torcida nas redes sociais. Eles brincam com a sua maneira de se expressar e o jeito duro com que joga. Você gosta das brincadeiras?

Eu dou bastante risada com o que o pessoal fala. Me sinto feliz pela maneira que eles me tratam, por eles verem em mim um cara que luta ao máximo quando veste a camisa do Fluminense. Dentro de campo eu sou broncudo mesmo, não tem brincadeira. Fora a gente é mais tranquilo (risos). Eles podem continuar com as brincadeiras que eu aprovo (risos).

Como é a sua relação com o Levir? Acredita que com ele no comando você possa ter mais oportunidades de jogar e ser titular?

Como eu falei, eu gosto de pessoas que olham no seus olhos para falar, que dizem a verdade, e o professor Levir sempre se mostrou essa pessoa em sua carreira e agora estou comprovando isso no Fluminense. Fico tranquilo porque sei que, se eu merecer, as oportunidades virão. Ele pode contar comigo sempre que for preciso.

Neste período em que você ficou fora do time, algum outro clube o procurou ou procurou seu empresário para tirá-lo do Fluminense?

Muitos vieram, mas eu procurei ficar de fora de qualquer especulação e focar somente no que eu tinha que fazer para dar a volta por cima. Fico feliz por ter ficado no Fluminense. É um clube que eu amo, que dou a vida para representar, e não gostaria de sair daqui pela porta dos fundos. Se tiver que acontecer no futuro, que seja numa situação diferente da que eu vivia há tempos atrás. Mas meu foco é ficar aqui o máximo que eu puder.

Até onde você acha que o Fluminense pode chegar neste Campeonato Brasileiro?

Com o elenco que temos não podemos pensar em nada diferente de título. Não temos só 11 jogadores, temos boas peças de reposição, e essa é uma característica de um time vencedor de Brasileiro. Fomos campeões da primeira liga enfrentando grandes forças da série a e provamos que podemos pensar grande. Para isso, temos que encontrar uma regularidade e diminuir ao máximo qualquer tipo de oscilação.

Você acha que o Fluminense precisa de reforços para o restante da temporada?

Considero que temos um bom time, capaz de conseguir os objetivos que o Fluminense tem, mas se tiver que chegar alguém para somar vai ser bom também. Isso é uma questão que cabe a diretoria analisar junto com a comissão técnica.