Peter Siemsen concedeu coletiva nas Laranjeiras (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Peter Siemsen participou de evento nas Laranjeiras (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Igor Siqueira
27/09/2016
22:02
Rio de Janeiro (RJ)

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, anunciou que assinou nesta terça-feira um memorando de entendimentos para aquisição de um terreno na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, com o intuito de construir nele um estádio do clube.

A área tem 60 mil m² e fica relativamente perto ao espaço onde está sendo construído o Centro de Treinamento tricolor, que ainda será inaugurado. 

- Fizemos um acordo com o dono de um terreno, que fica perto do CT, na Barra da Tijuca. Agora, temos um papel importante a desenvolver com o poder público. Temos de licenciar a área, aumentar o poder construtivo - afirmou o dirigente tricolor, que depois explicou melhor o que significa o documento:

- O primeiro passo foi dado. Não adianta ficar eufórico e pensar que agora temos um estádio. Temos de trabalhar muito para chegar lá. Para quem trabalhou muito para ter o CT, com o nível e com a localização, acho que dá para confiar. O memorando significa o seguinte: o Fluminense tem uma obrigação, que precisa da parceria da Prefeitura. Trabalhando junto, se muda a regra construtiva da localização e se constrói. Temos um contrato que nos dá tempo para isso, são 18 meses renováveis. A nossa ideia é começar o trabalho amanhã, ou assim que acabar a eleição municipal. Terminado isso, começa no dia seguinte para ter as mudanças necessárias.

O anúncio de Peter se deu em um evento que lançou a candidatura de Pedro Abad à presidência do clube. Uma foto de um projeto fictício para a área foi mostrada. Os sócios presentes aplaudiram muito. 

- Precisou de muita criatividade pois é um valor alto a ser investido. Queremos dar vida ao local - completou Peter, que esteve ao lado do próprio Abad na assinatura do documento.

O presidente do Fluminense ainda explico que não há um projeto definido em relação à capacidade do estádio.

- O projeto ainda não foi desenvolvido. Não adianta ter o projeto e não ter o terreno. Se é 25 mil, 30 mil, 35 mil, eu não sei. Tem de desenvolver com arquiteto. É um trabalho que começa agora. O grande responsável será o próximo presidente, a próxima diretoria. A gente fez de uma maneira que, se o novo presidente entender que ali não é o melhor caminho, tem o direito de não seguir adiante - comentou Peter.