João Mércio Gomes
15/06/2017
23:58
Rio de Janeiro (RJ)

O terceiro jogo seguido sem vitória no Brasileirão evidenciou mais ainda as limitações do elenco tricolor. Repleto de desfalques por lesões e por convocações, no caso de Orejuela, o treinador utilizou nove jogadores de Xerém dos 14 que pôs em campo. Ao fim da partida, ouviu gritos da torcida hostilizando o presidente e pedindo contratações. No entanto, reforçou a confiança no planejamento e no elenco que tem em mãos.

- Vocês não vão conseguir tirar desculpas de mim. Nem do próprio presidente, que em nenhum momento deixou de cumprir aquilo que prometeu. Eu estou dentro, sou tricolor. Vou até a morte. Deixar de ser feliz ou deixar de ter paixão pra ficar no banco, eu peço meu boné - disse Abelão, antes de comentar as vaias da torcida.

- Abad já falou da situação do clube, mas muita coisa não falou. Então vai se pagar um preço, de repente um ano, seis meses. Fluminense hoje joga sem patrocínio. Acha que isso é fácil? Hoje deve ter sido 300 mil de prejuízo, não temos casa. Jogamos praticamente com o terceiro time.

Questionado se a juventude do elenco pode pesar em uma competição de alto nível como o Brasileiro, o treinador acredita que pode obter os resultados de qualquer forma. Para ele, o que não adianta é lamentar o plantel limitado e projetou o clássico contra o Flamengo, no domingo.

- Se é garoto ou não, a cobrança é a mesma. Não vou ser covarde, mesmo estourando em cima de mim. Vou fazer eles acreditarem sempre, e isso pra mim é o mais importante. Procurar deixar o torcedor satisfeito. Eu não tiro o meu da reta, é um grupo que confio. Jogamos em Cariacica com time reserva e o Flamengo empatou no último minuto. Nada melhor que daqui a três dias um clássico para tentar reverter