Abel Braga e Pedro Abad

Abel Braha está no Fluminense desde dezembro de 2016 (Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Alexandre Araújo e Luiza Sá
11/06/2018
10:05
Rio de Janeiro (RJ)

Se dentro de campo a equipe do Fluminense acumula quatro jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro (empate com o Grêmio e derrotas para Paraná, Flamengo e Atlético-MG), fora dele, a situação financeira tem gerado desconforto.  O técnico Abel Braga, inclusive, pode ter uma conversa com a diretoria para tratar do assunto.

Segundo o LANCE! apurou, há a intenção de que haja um encontro que seria, a princípio, para que o treinador e a cúpula do Tricolor pudessem colocar em pauta o momento pela qual o clube passa e tratar as carências .  

Atravessando uma crise financeira e política, o Fluminense tem tido problemas para manter os compromissos monetários em dia. Esse ponto foi um dos que causaram a saída de Paulo Autuori, ex-diretor de futebol, do clube.

Recentemente, o Tricolor teve de recorrer a um empréstimo de cerca de R$ 3 milhões para quitar os vencimentos com atletas e funcionários. Atrasos nos repasses da “Valle Express”, atual patrocinadora master, contribuíram para a situação.

Além dos salários, a diretoria também está em débito com dois meses de direitos de imagem dos jogadores, além de premiações que haviam sido prometidas referentes ao Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana (competição que a equipe tricolor está na segunda fase).

Para esta temporada, houve uma reformulação e uma redução de aproximadamente 40% na folha salarial, que hoje gira em torno de R$ 5 milhões.

A situação financeira delicada fez com que o Fluminense fosse com cautela ao mercado, em busca de reforços. Para o Campeonato Brasileiro, por exemplo, as novas peças do elenco (zagueiros Luan Peres e Nathan Ribeiro, volante Dodi e atacante João Carlos) chegaram sem custos aos cofres. 

Balanço com reajuste

Há cerca de um mês, o Fluminense publicou o balanço financeiro referente a 2017 (duas semanas após o prazo estabelecido pela Lei Federal Nº 9.615, conhecida como "Lei Pelé", que era fim de abril), com reajustes em relação aos anos de 2015 e 2016 - ambos na gestão Peter Siemsen.

O documento mostra um déficit R$ 67,869 milhões, o maior de um clube da Série A do Brasileiro. Além disso, quanto ao exercício de 2016, aponta um déficit de R$ 13,457 milhões, diferente do superávit de R$ 8,342 milhões apresentados à época.