Matheus Dantas
03/12/2016
11:35
Rio de Janeiro (RJ)

No meio do futebol, chamar um treinador de "medalhão" pode ter sentido positivo ou pejorativo. Abel Braga, apresentado no Fluminense nesta sexta, prefere ficar com o lado bom e vai além: acha que merece ser rotulado de tal maneira, já que são dezenas de conquistas como jogador e técnico. 

- Alguns colegas, e eu me incluo, são chamados de medalhões. Eu tenho que ser chamado de medalhão. Tenho muita medalha pendurada no pescoço. São 23 títulos. Eu me sinto melhor porque me sinto preparado. Não preciso ficar colocando selfie por onde vou, porque aprendo todo dia. Basta ligar a televisão para você ver. Está tendo aula. Depende da maneira como você vê. Eu me sinto melhor, mais maduro - afirmou Abelão, explicando também como se preparou, no período de um ano em que ficou sem trabalhar em clubes, para assumir o Fluminense.

O histórico de conquistas de Abel Braga realmente é extenso. Nas Laranjeiras, como técnico, foram dois Cariocas e um Brasileirão. Como jogador, foram duas Taças Guanabara (1971 e 1975) e quatro Cariocas (1971, 73, 75 e 76). No Inter, o treinador conquistou nada menos que a Libertadores e o Mundial de Clubes em 2006, além de dois Campeonatos Gaúchos (2008 e 2014). O técnico também levantou troféus por Vasco, Atlético-PR, Coritiba, Flamengo e Santa Cruz.

A missão de Abel Braga será continuar com a fama de "medalhão" ou "chama-títulos", como o presidente Pedro Abad comentou na coletiva de sexta-feira. Com dois anos de contrato, Abel assume o comando do Fluminense em 2017.