HOME - Ceará x Flamengo - Taça Asa Branca - Torcida do Flamengo no Castelão (Foto: Diego Morais)

Flamengo enfrentou o Ceará, no Castelão, no primeiro jogo da temporada 2016 (Foto: Diego Morais)

João Matheus Ferreira
07/02/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A ausência do Maracanã e até mesmo do Nilton Santos no calendário de jogos em 2016 prejudica bastante o planejamento do Flamengo. Ainda sem casa definida e com a necessidade de compensar a falta de renda em estádios de menor porte no interior do Rio de Janeiro, a diretoria vê com bons olhos a realização de partidas fora do estado. O assunto, entretanto, não é uma unanimidade no clube.

No departamento de futebol, por exemplo, o tema é tratado com absoluta cautela, pois todos falam que é algo “sensível” no clube. No cenário ideal, dirigentes da pasta e membros da comissão técnica não gostariam de sair tantas vezes do Rio, já que a quantidade de viagens prejudica a recuperação física dos atletas e pode acarretar mais lesões ou deixar o rendimento distante do ideal. Não há, porém, uma divergência clara de objetivos, tampouco uma insatisfação. Afinal, é levado em conta o fato de os principais estádios do estado estarem fechados para partidas.

Em outros departamentos, principalmente os de marketing e comercial, o caso é tratado de maneira bastante pragmática. Afinal, já que não há Maracanã e Nilton Santos, tem que haver uma forma de compensar o “desfalque” nas bilheterias. Assim, é uma boa forma de encher estádios fora do Rio, já que o clube tem bastante torcedores espalhados pelo Brasil, e ainda ganhar com isso. Toda a diretoria, obviamente, é consultada antes de qualquer ação.

– Se tivéssemos o Maracanã estaríamos jogando no Rio – disse um membro da diretoria rubro-negra.

O fato é que até agora o Flamengo já jogou três vezes longe do Rio – contra Ceará (em Fortaleza), Santa Cruz (Recife) e Atlético-MG (Belo Horizonte) – e ainda vai disputar outras duas partidas – América-MG (Cariacica) e Fluminense (Brasília. Tudo isso em um espaço de um mês. Uma das “motivações” para as viagens é a participação na Primeira Liga, algo que deixa o calendário ainda mais apertado, já que o Rubro-Negro joga – e viaja – quando, por exemplo, os rivais Botafogo e Vasco descansam.

A diretoria do Flamengo se manifestou da seguinte forma sobre o assunto: “Com o fechamento do Maracanã e Nilton Santos é inevitável que o Flamengo precise ter um maior deslocamento para mandar as partidas. Vale lembrar que no Campeonato Carioca, por exemplo, o Flamengo terá apenas um mando de campo nas primeiras quatro rodadas”.

O próximo compromisso é na quarta, contra a Portuguesa, às 21h45, no Raulino de Oliveira. 

RIVAIS SAÍRAM MENOS VEZES DO RIO
Dentre os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro, o Flamengo será o clube que mais vai sair do estado para jogar nos dois primeiros meses da temporada. Até o fim de fevereiro, serão cinco estados diferentes visitados: Ceará (amistoso contra o Ceará), Pernambuco (amistoso contra o Santa Cruz), Minas Gerais (jogo contra o Atlético-MG, pela Primeira Liga), Espírito Santo (jogo contra o América-MG, pela Primeira Liga) e Distrito Federal (clássico contra o Fluminense, pelo Carioca).

Após o Flamengo vem o rival Fluminense, que além dos dois amistosos nos Estados Unidos – contra Shakhtar Donetsk-UCR e Internacional, na pré-temporada – e Cruzeiro, dia 17, em Belo Horizonte, pela Primeira Liga. O Botafogo fez apenas um amistoso contra a Desportiva-ES, em Cariacica, e o Vasco sequer jogou fora do Rio de Janeiro até então.

A expectativa é que em março tenham mais viagens para o Flamengo, como por exemplo o duelo com o Figueirense, pela Primeira Liga, possivelmente em Cuiabá, e Confiança, pela primeira fase da Copa do Brasil, em Sergipe. Isso se não tiver mais jogos fora do Rio pelo Carioca.