Torcida do Flamengo no Pacaembu (Foto: Reprodução/Lancenet)

Torcida do Flamengo invadiu o Pacaembu no último domingo, para o clássico carioca (Foto: Reprodução/Lancenet)

LANCE!
21/03/2016
16:50
São Paulo (SP)

Desenvolvedor do projeto de marketing responsável por trazer Clarence Seedorf ao Botafogo, e também diretor de marketing do Palmeiras, Rodrigo Geammal opina ao LANCE! sobre o clássico Flamengo e Fluminense, realizado no estádio do Pacaembu, em São Paulo,  no último domingo, pela Taça Guanabara. 

- A volta do Fla x Flu para a capital paulista depois de 74 anos foi uma das ideias mais geniais dos últimos tempos. Não à toa, público de todas idades –e mesmo de outras torcidas, marcaram presença maciça naquele é considerado um dos estádios mais charmosos do país.

A imprensa se mobilizou, tanto que os noticiários do RJ e de SP foram invadidos com matérias e recortes históricos sobre o confronto. No entanto, um aspecto negativo precisa ser levado em consideração: a falta de ativações de marketing e serviços deixou muito a desejar, o que nos leva a refletir que os clubes não podem reclamar de geração de receitas providas de inovação, pois estão muito distantes de atender bem o seu torcedor/consumidor.

Neste domingo, um ponto que me atentei foi a quantidade de pais com os filhos, um momento mágico que os clubes não perceberam como podem atender melhor os seus fãs. Uma ideia para gerar receitas com as mídias sociais é alocar diversos fotógrafos oficiais do clube que podem registrar este momento mágico. Depois esta foto pode ser comprada no site do clube e o sócio-torcedor pode receber impressa com uma moldura exclusiva após ter pago com um desconto especial. Uma iniciativa para aumentar audiência das mídias do clube.

Outro ponto inadmissível foi não ter ocorrido nenhum tipo de ação na chegada ao estádio. Algo que o torcedor pudesse desfrutar para comprar produtos originais ou que tivesse a chance de consumir alimentos e bebidas com marcas próprias do clube. Mais do que isso, uma verdadeira oportunidade de resgatar a história com ex-jogadores.

Precisamos aprender com os americanos em como entreter o público antes e durante os intervalos, de comercializar merchandising e promoções para as marcas que já investem nas placas. O retrato atual carece de novas experiências, e não dá para aceitar que tantas marcas que pagam por placas não realizem nenhuma ativação. Não investem para divulgar os jogos durante a semana no varejo, nos pontos de vendas e em locais públicos.

O Brasil, os clubes, o espetáculo e, claro, o torcedor, merecem muito mais... Com toda certeza, pequenas mudanças surtiriam grandes efeitos a curto prazo, mas refletir sobre o médio e longo prazo são fundamentais para este que é um dos entretenimentos mais amado pelos brasileiros.