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27/08/2015
12:27



*Editor do LANCE!

Para começar a analisar o fracassado ano de 2015 do Flamengo, voltamos a 2014 na semifinal da Copa do Brasil. Até então, ao salvar o time do rebaixamento do Brasileirão, ou zona da confusão, Vanderlei Luxemburgo começava a planejar uma temporada que prometia ser diferente. A inesquecível derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG foi um sinal de alerta de que peças daquele elenco não seriam capazes de tal mudança. A diretoria, depois de dois brilhantes anos sanando dívidas e equacionando as finanças, prometeu reforços de peso e um time competitivo. E 2015 começou com Luxa garantindo a briga por títulos, chegada de Marcelo Cirino, outros jogadores de menos destaque, mas o que dava a ideia da formação de um melhor elenco.

Em pouco tempo, diante de um Campeonato Carioca de baixo nível, talvez um dos piores da história, ficou evidente que faltava muito para o Flamengo. Cirino, Arthur Maria, Pará, Bressan... Reforços que mostraram estar longe de solucionar os problemas nas suas respectivas posições, mas que poderiam ter certa utilidade ao longo da temporada. Então, faltava mais. Faltava um camisa 10, um ídolo, uma referência. A eliminação no Estadual e o início terrível no Brasileirão custaram o emprego de Luxa, mostrando que ele estava equivocado no seu projeto, e talvez na escolha de alguns jogadores e estilo de jogo. Começava, então, uma corrida desesperada pelos tais reforços citados acima. Chegou mais gente. Do Palmeiras, vieram Ayrton, lateral-direito, e Alan Patrick, meia que não usa a 10, mas faz o papel de um armador. E o tão sonhado ídolo também chegou. Numa ótima contratação, o Rubro-Negro fechou com Guerrero e abalou o mercado. Sheik também voltou, para a alegria da torcida. 

Pará e Samir lamentam eliminação do Flamengo na Copa do Brasil  (Foto: Paulo Sérgio Lancepress!)

Com isso, você nota que o elenco ainda fraco do Carioca ganhou força, peso, nomes e peças importantes para o treinador escalar. Neste caso, Cristovão comandava o time da Gávea. Na sequência, o sonho de todos os flamenguistas, também chegou. Parecia Natal, de tanto presente. A diretoria fechou com Ederson, com boa passagem pelo futebol europeu, e que estava na Lazio. Era o camisa 10! Zaga com problemas, então chega César Martins, do Benfica...B. Elenco fechado? Não. Aí vem o grande erro do departamento de futebol, e diretoria. Peças fundamentais chegaram, peças de apoio saíram. E faltou elenco de novo!

Sabe da tal bola aérea, que faz qualquer time entrar em campo sabendo que vai marcar no Flamengo? Então, um dos pilares neste tipo de jogada, que dava proteção aos zagueiros e tinha essa função bem clara de ajudar nos escanteios, foi vendido: o volante Cáceres. Guerrero chegou, o "caô acabou". Mas quem entra no lugar do peruano quando este desfalca o time, seja pelas Eliminatórias ou por lesão, como aconteceu contra o Vasco, na Copa do Brasil? Eduardo da Silva e Alecsandro foram liberados, e Kayke contratado. Mas Kayke não pode jogar a Copa do Brasil, já fez isso pelo ABC. E está longe de ser um substituto para Paolo. Ederson também saiu lesionado na Copa do Brasil. Quem entra? Alan Patrick? Não, meus caros. Ele também não pode jogar a competição, disputou pelo Palmeiras. Mas liberaram Arthur Maia, que mesmo sem ser brilhante, está longe de ser cego.

Com essas situações, de boas contratações e dispensas de jogadores úteis, o Flamengo deu o chamado "tiro no pé". Não adianta montar um time bom, quando o elenco não corresponde. Oswaldo de Oliveira, que chegou há pouco tempo, olhou para o banco contra o Vasco com as saídas de Guerrero e Ederson. E quem colocaria para solucionar os problemas? É, a diretoria errou feio a mão na manutenção do elenco, e clube e torcida pagaram o pato, de novo.




*Editor do LANCE!

Para começar a analisar o fracassado ano de 2015 do Flamengo, voltamos a 2014 na semifinal da Copa do Brasil. Até então, ao salvar o time do rebaixamento do Brasileirão, ou zona da confusão, Vanderlei Luxemburgo começava a planejar uma temporada que prometia ser diferente. A inesquecível derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG foi um sinal de alerta de que peças daquele elenco não seriam capazes de tal mudança. A diretoria, depois de dois brilhantes anos sanando dívidas e equacionando as finanças, prometeu reforços de peso e um time competitivo. E 2015 começou com Luxa garantindo a briga por títulos, chegada de Marcelo Cirino, outros jogadores de menos destaque, mas o que dava a ideia da formação de um melhor elenco.

Em pouco tempo, diante de um Campeonato Carioca de baixo nível, talvez um dos piores da história, ficou evidente que faltava muito para o Flamengo. Cirino, Arthur Maria, Pará, Bressan... Reforços que mostraram estar longe de solucionar os problemas nas suas respectivas posições, mas que poderiam ter certa utilidade ao longo da temporada. Então, faltava mais. Faltava um camisa 10, um ídolo, uma referência. A eliminação no Estadual e o início terrível no Brasileirão custaram o emprego de Luxa, mostrando que ele estava equivocado no seu projeto, e talvez na escolha de alguns jogadores e estilo de jogo. Começava, então, uma corrida desesperada pelos tais reforços citados acima. Chegou mais gente. Do Palmeiras, vieram Ayrton, lateral-direito, e Alan Patrick, meia que não usa a 10, mas faz o papel de um armador. E o tão sonhado ídolo também chegou. Numa ótima contratação, o Rubro-Negro fechou com Guerrero e abalou o mercado. Sheik também voltou, para a alegria da torcida. 

Pará e Samir lamentam eliminação do Flamengo na Copa do Brasil  (Foto: Paulo Sérgio Lancepress!)

Com isso, você nota que o elenco ainda fraco do Carioca ganhou força, peso, nomes e peças importantes para o treinador escalar. Neste caso, Cristovão comandava o time da Gávea. Na sequência, o sonho de todos os flamenguistas, também chegou. Parecia Natal, de tanto presente. A diretoria fechou com Ederson, com boa passagem pelo futebol europeu, e que estava na Lazio. Era o camisa 10! Zaga com problemas, então chega César Martins, do Benfica...B. Elenco fechado? Não. Aí vem o grande erro do departamento de futebol, e diretoria. Peças fundamentais chegaram, peças de apoio saíram. E faltou elenco de novo!

Sabe da tal bola aérea, que faz qualquer time entrar em campo sabendo que vai marcar no Flamengo? Então, um dos pilares neste tipo de jogada, que dava proteção aos zagueiros e tinha essa função bem clara de ajudar nos escanteios, foi vendido: o volante Cáceres. Guerrero chegou, o "caô acabou". Mas quem entra no lugar do peruano quando este desfalca o time, seja pelas Eliminatórias ou por lesão, como aconteceu contra o Vasco, na Copa do Brasil? Eduardo da Silva e Alecsandro foram liberados, e Kayke contratado. Mas Kayke não pode jogar a Copa do Brasil, já fez isso pelo ABC. E está longe de ser um substituto para Paolo. Ederson também saiu lesionado na Copa do Brasil. Quem entra? Alan Patrick? Não, meus caros. Ele também não pode jogar a competição, disputou pelo Palmeiras. Mas liberaram Arthur Maia, que mesmo sem ser brilhante, está longe de ser cego.

Com essas situações, de boas contratações e dispensas de jogadores úteis, o Flamengo deu o chamado "tiro no pé". Não adianta montar um time bom, quando o elenco não corresponde. Oswaldo de Oliveira, que chegou há pouco tempo, olhou para o banco contra o Vasco com as saídas de Guerrero e Ederson. E quem colocaria para solucionar os problemas? É, a diretoria errou feio a mão na manutenção do elenco, e clube e torcida pagaram o pato, de novo.