Paulo Victor Reis
27/05/2016
05:00
Rio de Janeiro (RJ)

Cauteloso, o Flamengo trabalha sem alarde para trazer Hernane de volta. Aos 30 anos, o goleador do Bahia ainda é muito querido pela torcida rubro-negra e vem sendo sondado para retornar ao Rio. Nesta sexta-feira, um passo importante para a negociação será dado ou quase isso. Na verdade, o clube carioca vai apenas ser notificado da decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) sobre uma longa briga judicial que pode render uma bolada de cerca de R$ 11 milhões.

Em 2014, o Flamengo negociou o Brocador com o Al Nassr, da Arábia Saudita, por 4,5 milhões de euros. No entanto, o Rubro-Negro levou um calote e ainda não viu a cor do dinheiro. 

A questão, portanto, é simples, o Flamengo cobra o dinheiro na Justiça, mas com juros e correção monetária. Naquela época, a quantia correspondia a cerca de R$ 13,7 milhões, mas hoje está na casa dos R$ 18 milhões. Como tinha direito a 50%, logo, o Rubro-Negro ficaria com R$ 9 milhões, correto? Errado. Pois existe uma multa – mantida em sigilo – e juros de 5% ao ano. Dessa forma, o Rubro-Negro trabalha com a possibilidade de receber um montante que gire em torno de R$ 11 milhões. 

Por mais que a torcida pense, imediatamente, em contratar mais jogadores com esta quantia, isso não vai acontecer. O Flamengo vai usar o dinheiro para quitar parcelas de contratações já feitas e também investir parte da bolada no futebol, mas na parte de infraestrutura.

A decisão sobre o caso vem gerando muita expectativa na Gávea. O Flamengo só não avançou ainda mais na tentativa de contratar Hernane, até agora, porque não queria correr o risco de não ser ressarcido. Caso o Brocador voltasse antes do julgamento, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) poderia entender que o clube não foi prejudicado. Nesta sexta-feira, porém, tudo tende a mudar. Se for beneficiado pela decisão, o Rubro-Negro tentará tirar o Brocador do Bahia. 

Hernane é visto como um bom reserva para Guerrero. Além de ser uma 'sombra' respeitável para o camisa 9, ele também poderia vir a ser um eventual titular, no futuro, caso o peruano deixe a Gávea.